quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Placebo - The Bitter End

Hoje, acordei com o "Brian Molko" a cantar dentro da minha cabeça. E não o consigo calar. "See you at the bitter end". 


Estacionamento: Quando estão a olhar, não consigo

Todos os dias conduzo. Apesar de viver a cinco minutos do trabalho, quem me tira o carro, leva-me uma parte significativa do sentido de mobilidade. Não me importo de correr meia hora na elíptica ou na passadeira, agora, andar a pé não é mesmo comigo. No entanto, este move, tem alguns inconvenientes. A Avenida onde, habitualmente, estaciono é movimentada, e os lugares apertados. Não é que me faça confusão. Em geral, encaixo o carro à primeira, sem grande stress. O problema surge quando os outros condutores não respeitam os lugares e deixam pouco espaço para o desgraçado que chega em último. Aí sim, sou obrigada a fazer uma série de manobras. O que, per si, não teria grande problema se, quem vem atrás, não parasse a “dar passagem” e a observar tão ilustrativo espetáculo. “Tá o baile armado”. Se não consigo estacionar à primeira, começo a ficar em pânico. Até me dão suores frios. Quanto maior é a fila que se vai criando atrás, pior. E o stress, como toda a gente sabe, diminui, significativamente, a taxa de sucesso. Mas, uma vez iniciada a manobra, não há nada a fazer. A “cegada” só termina depois do carro estacionado, nem que seja à 10ª vez. Quero acreditar que, os condutores em questão, são pessoas boas, simpáticas, adeptas das boas práticas de condução, tão bem intencionadamente redigidas no célebre “Código da Estrada”, da autoria de João Catatau. Mas, cá para mim, a verdade é outra. São sádicos que gostam de curtir “um bom prato” e fazem de propósito. Sempre que vêm uma senhora a estacionar com ar aflito, fingem-se de bonzinhos, fazem olhos de carneiro mal morto, sacam as pipocas do porta-luvas, e ficam a apreciar o “espetáculo”. E quanto maior for o tempo de duração, melhor. O que importa é o ar aterrorizado da “vítima”, e uma fila interminável de carros, a buzinar. O dia é ganho quando mete insultos e porrada. Às vezes, já em desespero de causa, quando já só falta ir a Fátima a pé para estacionar a porra do carro, só me apetece matá-los à facada. Mas diz que é ilegal. Só que eu não me fico. Se estes sádicozinhos da treta me continuarem a chatear muito, começo a andar a pé. Ahhh, por esta é que não esperavam. Experimentem repetir a gracinha que vão ver. E não me fico por aqui. Peço às minhas colegas para fazer o mesmo. Acaba-se o vosso showzinho mais depressa do que começou. Ou já se esqueceram que o #lobo está sempre atrás da porta [a chatear pessoas]?  

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Obrigada 5.75 leitores....

Já somos 3000. Vocês são a minha alegria. #lobo. 

Muitos parabéns João Simão da Silva...

... que é como quem diz: Marco Paulo, pelos setenta anos de vida. As tuas letras inspiraram gerações e gerações de portuguesas. Frases como: "uma louca na mesa, uma lady na cama, com a maior safadeza, vocês diz que me ama" [ou será que era ao contrario?] ou: "tal e qual um homem quer, porque embora mais pequena, ela é muito mais mulher", ficarão, para todo o sempre, nos nossos corações. Obrigada João Simão. Fazia-te [muito] mais novo, mas, ainda assim, continuas a ser uma espécie de "Roberto Carlos" à portuguesa. Que tenhas muita saúde. És o rei dos românticos. Chers, à tua. 


Review do Lobo: Guilty by Olivier

Sei que é um hábito terrível, mas, ao fim-de-semana, gosto de jantar tarde. [E durante a semana, também, mas raramente dá]. Por isso, já me tornei quase especialista nos restaurantes que servem até à uma da matina, pelo que não podia deixar de experimentar o famoso "Guilty by Olivier. Localizado no coração de Lisboa, junto à Avenida da Liberdade, além dos míticos hambúrgueres, oferece um menu de matriz italiana, com especial destaque para as pizzas, as pastas, e os capaccios. O preço médio por pessoa não é especialmente barato: cerca de quarenta euros. Já experimentei a pizza e o caparccio de polvo, e, muito sinceramente, até gostei. Não fiquei maravilhada, mas não me posso queixar. O espaço é óptimo, os funcionários são super simpáticos, a comida estava boa, o que o torna um local propício a uma noite bem passada. Se experimentarem, digam-me o que acharam. 

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Um Lobo em Singapura - A "Nova Iorque" da Ásia

A saída de Macau não foi fácil. A "Cidade dos Sonhos" tocou-me a alma, e confesso que, se me tivessem permitido, teria lá passado o resto das férias. Mas os bilhetes para Singapura estavam comprados, e não havia nada a fazer. As dúvidas  passaram no momento em que aterrei naquela que pode ser considerada uma verdadeira "Nova Iorque" da Ásia. O verde luxuriante, recortado por alguns dos arranha-céus mais emblemáticos do mundo, é uma visão absolutamente surpreendente, que alia a magia do Oriente à modernidade do Ocidente. "Fantástico", pensei. "Ainda bem que não me armei em menino. Agora, vais mostrar-me o que tens de melhor". E, de facto, Singapura não me desiludiu. Localizada num dos extremos da Malásia, literalmente em frente à Indonésia, foi nomeada, pelo Lonely Planet, o melhor local do mundo para visitar em 2015. De entre os highlights que conheci, gostei especialmente de "Chinatown"; "Little India", e "Arab Quarteer", quarteirões onde é possível mergulhar nas três principais culturas que compõe o país. Comer um "Pato à Pequim", visitar o templo "Sri Mariamman", ou passar pela "Maskid Sultan Mosque", perto do nascer do sol, são experiências obrigatórias para qualquer "viajante", digno desse nome. No entanto, este é, também, o destino ideal para quem procura uma experiência "citadina". Orchard Road é um verdadeiro paraíso para os amantes de compras "à séria". Chanel, Louis Vuitton ou YVL, são algumas das lojas que podemos encontrar nesta Avenida, repleta de mega shoppings. Nunca tinha visto nada assim. Os chinocas são super consumistas. E também adoram sair à noite. A zona de Clarke Key tem alguns dos melhores bares e restaurantes onde já estive. Experimentar gambas fritas com Nestum Mel [sim, leram bem. É magnífico], o caranguejo no "Jumbo", a marisqueira mais famosa da cidade, e tomar um copo no "Clinic", o estabelecimento nocturna que recria, literalmente, um hospital [cadeira de rodas e bisturis incluídos], são experiências imperdíveis. A viagem terminou com uma visita à Santosa, ilha artificial inspirada em "Miami", onde não faltam coqueiros e areia branca, só que, com uma pequena diferença: fica de frente para uma refinaria indonésia, com petroleiros e chaminés em chamas. Espetacular. É, também,  aqui que se situam os famosos estúdios da "Universal", que tentei visitar, mas os bilhetes estavam esgotados. [Há dias de sorte]. Para compensar, optámos por um "Night Safari" no "Singapore Zoo", no qual só alinhei porque, supostamente, os animais viviam sem jaulas [só se esqueceram de referir as cercas eléctricas]. Seja como for, adorei Singapura. É uma espécie de "bolha de contemporaneidade" no coração da Ásia tradicional, onde a ordem, a limpeza e a monumentalidade imperam, cativando-nos de uma forma absolutamente mágica, que nos obriga a querer voltar.   

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Filme da Semana: "O Jogo da Imitação"


Este foi um dos filmes nomeados para os Óscares que aguardei com maior expectativa. Possuindo a fantástica pontuação de 8,2 no IMDb, narra a história de Alan Turing, o matemático inglês criador do "Christopher", computador que teve por missão quebrar o "Enigma", responsável pelos códigos nazis encriptados. Personagem controversa, diz-se que antecipou o fim da II Guerra Mundial em cerca de dois anos, tendo salvo a vida a mais de 14 milhões de pessoas. Não vos vou contar muito mais, mas foi graças a ele que Steve Jobs escolheu a "Maçã" para nome e símbolo da sua empresa. Se gostam de cinema não podem perder este filme,  considerado o melhor do ano produzido em Terras de Sua Majestade.