sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A Teoria de Tudo - Um filme perfeito

Com uma pontuação de 7,7 no IMDB, este é outro dos grandes filmes lançados em 2014, que narra a história do famoso físico inglês Stephen Hawking, e da sua mulher Jane. Génio incontestável da ciência contemporânea, sofre, há mais de meio século, de uma doença degenerativa terrível: esclerose lateral amiotrófica, que o deixou praticamente imobilizado. Mas Stephen não desistiu, e provou ao mundo que: "Não deve haver limites para o empenho humano. Por pior que a vida pareça estar, onde há vida, há esperança". Não vos vou contar muito mais, porque este é um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, com uma interpretação absolutamente notável de Eddie Redmayne no papel principal. Aliás, se ele não ganhar o Óscar, é um escândalo maior que os implantes da Débora Picoito. 

Amor, lealdade, desespero, arte e perfeição,  são os ingredientes que recheiam esta verdadeira "obra prima". A não perder. 

De volta ao ginásio: O regresso ao início.

Após três semanas de ausência, voltei ao ginásio. Como já vos tinha dito, durante as férias abusei “à moda antiga”. Comi, bebi, e fumei [muito] mais do que devia, pelo que me estou a sentir em baixo de forma. Por isso, a primeira coisa que fiz quando cheguei foi correr para a balança e verificar a dimensão do estrago: 53 Kg. Inacreditável. Contra todas as espectativas, emagreci 2,5 Kg. “Cabra”, devem estar a pensar algumas das minhas queridas 5,75 leitoras. Tenham calma, não me odeiem já. Isto não é necessariamente bom. Se, por um lado, até estou mais magra do que antes, por outro, significa que os três Kg de massa muscular ganhos, a duras penas, com sangue suor e lágrimas, em meses de ginásio, foram desta para melhor. Ah, espetacular. Até me vieram as lágrimas aos olhos. Se fosse banha era pior, é um facto [O-D-E-I-O gordura]. Mas aquela sensação de estar a ficar com “corpinho de fitness” abandonou-me. O que significa, apenas, uma coisa: Intensificar o treino para recuperar, já que me sinto exatamente como no dia em que comecei. Felizmente, e para entrar no ritmo, fui brindada, ao som de Buraka Som Sistema, com uma excelente aula de Zumba, que, diga-se de passagem, faria levantar um morto. Por isso, meus queridos, hoje segue-se uma aula de Bike, e, quem sabe, outra de Insane, Até ao Verão o Lobo já não pára [só se for na capa da FHM, AH]. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Je Suis: O "Motivador" Gustavo Santos

Caros 5.75 leitores, perdoem-me, mas vou ter que repetir novamente: Sois uma cambada de judas. Então foi preciso o nosso querido [passo a redundância] Gustavo Santos mandar dois ou três bitaites [mais ou menos] infelizes sobre o massacre no seminário francês Charlie Hebdo, para o Lobo descobrir que, afinal, o moço tem outro ofício: é escritor e orador de "Desenvolvimento Pessoal". Espetacular. E parece que é dos bons. De acordo com a página do facebook, um dos seus livros já vai na 10ª edição. Só ainda não descobri qual deles é, mas todos têm títulos geniais, ora vejam:  


E pelo que consegui perceber, incluem dizeres motivacionais magníficos, ora digam de vossa justiça: "Arrisca-te a viver"; "Só quando aprenderes a dizer Não é que vais perceber o que andaste a fazer à tua vida"; "Enquanto quiseres é sempre possível"; Só é impossível o que não queres"; "Querer é poder"; "Tristezas não pagam dividas"; "Estar vivo é o contrário de estar morto". [Estes últimos dois não tenho bem a certeza se estão nos livros, mas, se não estão, deviam estar, pois fazem todo o sentido]. Que odes jubliantes. Até já me sinto um ser mais capaz. Acho que os vou comprar a todos, assistir à conferência e pedir ao competente autor para mos autografar. Pode ser que, no final, ganhe super poderes e me transforme na Gisele Bündchen. Isso sim, será o verdadeiro caso de sucesso motivacional. Pode parecer dificil, mas eu tenho fé no Gustavo: Se ele acreditar com muita força, vai conseguir. Capa da FHM, aqui vou euuuuu. 

Produto da Semana: Vaselina 100% pura da Vasenol

Preâmbulo: Antes de começar este post, tenho a dizer que estou, desde já, a marimbar-me para as mentes [doentes] que esboçaram um sorriso ao ler o título do mesmo. 

Posto isto, meus 5.75 leitores, a escolha do produto desta semana recaiu na "Vaselina 100% pura da Vasenol". E sabem porquê? Porque, nos últimos dois dias, tenho andado com os lábios totalmente arruinados pelo frio. Experimentei 1031 batons para o cieiro, sem obter grande sucesso. Já em desespero de causa, decidi recorrer a este fantástico creme para os hidratar, e deu-se um pequeno milagre: estou outra vez com ar de pessoa. Já não pareço um figurante do "Walking Dead". Tudo isto, por uns simpáticos €1,99 . Não é espectacular? Com a vantagem de possuir, ainda, as seguintes utilizações: 

De nada. Agora, não se esqueçam de derreter os vossos euros em produtos que fazem o mesmo, só que custam uma fortuna.  

Back in Business

Faça chuva, faça sol, ou estejam dez graus negativos.... de hoje não passa. O Lobo e os "amarelinhos" estão de volta ao ativo. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

"Eu sou Charlie": O ataque que feriu a "tolerância" religiosa da Europa

Hoje é um dia triste. Há algumas horas atrás, um grupo terrorista atacou, em Paris, a redação do seminário francês Charlie Hebdo e matou doze pessoas. Incluindo o diretor, jornalistas e vários cartoonistas que, há vários anos, satirizavam a sociedade global… e o Islão. O mundo está em choque. Foi efetivamente uma barbárie, à qual nenhum de nós pode ficar indiferente. Em Paris, Londres, Nova Iorque, neste preciso momento, milhares protestam contra o massacre, considerado um grave atentado à liberdade de expressão e aos direitos humanos. Até aqui, está tudo muito certo. Concordo plenamente. No entanto, não posso deixar de salientar que a opinião pública e a comunicação social parecem estar a esquecer-se que a liberdade de cada um termina… quando a do outro começa. E este pequeno pormaior foi descurado pela redação do Charlie Hebdo. Não é preciso ser historiador ou arqueólogo para saber que a Europa tem uma relação milenar com o Islão. A ocupação muçulmana da Península Ibérica, que durou mais de quinhentos anos, deixou-nos uma das mais importantes heranças científicas e artísticas de todos os tempos, intrinsecamente marcada no nosso ADN cultural. Os números que usamos todos os dias são “árabes”. Grande parte da orientação astronómica, aplicada pelos navegadores portugueses, e que nos permitiu “dar novos mundos ao mundo”, foi transmitida pelos navegadores muçulmanos do Indico. A própria Idade Média pautou-se pelas inúmeras “Cruzadas à Terra Santa”, imortalizadas por Hollywood. Nesta conformidade, já toda a gente deveria ter consciência, até por uma questão de respeito e bom senso, que com Mahomet não se brinca. Nem com as leis do Corão. São sagradas, ponto final. Até o dinheiro, para um crente nesta fé, é sagrado, porque pode conter o nome de Allah, “único Deus, e Mahomet o seu profeta”. Mas a cena do Estado Islâmico até está na moda. É cool e irreverente insultar a fé de cada um. Estes cavalheiros puseram-se literalmente a jeito para o que aconteceu hoje. A sede por protagonismo, mascarada de “corajosa guerra santa pela liberdade de expressão”, acabou mal. Pelo caminho, deram um forte incentivo à intolerância, à raiva, e à descriminação, num mundo que se deveria reger pelo respeito e pela pluralidade de crenças. Por tudo isto, é realmente um dia triste. Mas, mais triste é pensar que, again and again, o velho continente está a ser cínico, parcial, e a olhar, apenas, para uma face da moeda. De tudo o que poderia dizer só me ocorre a frase, de Jorge Santayana, que inicia a visita ao Campo de Concentração de Auschwitz: “ Aqueles que não conhecem a História estão condenados a repeti-la”. 

Eu, Lobo Mau me confesso...

... este blog tem andado meio parado e a culpa é minha. Não tenho álibi ou uma desculpa, apenas vos posso dizer que os meus índices de criatividade e entusiasmo têm andado nas lonas. Esta tragédia deve-se, em grande parte, à recaída nas insónias, a qual, por sua vez, trouxe consigo as dores de cabeça. Tão fortes que, em alguns momentos, o peso é tanto que procuro, incessantemente, o T-Rex que se alojou em cima da minha testa. Ele é tímido e não se deixa ver, mas eu sinto-o. Felizmente, agora já me sinto um pouco melhor. Por isso, meus amados 5.75 leitores, apenas vos tenho a dizer que o Lobo está de volta, com os saltos mais altos do que nunca. Até já.