sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Espectativas para o fim-de-semana

(Não necessariamente por esta ordem)

  • Ida ao IKEA para começar ter tudo organizado para a nova decoração da sala;
  • Jantarada no Mercado da Ribeira;
  • Almoçarada com os amigos;
  • Saída de gajas [clássico], festa e copos no Sábado à noite;
  • Dia de praia exclusivo ao Caeser e à “doninha” [que quer dizer, com muito amor e carinho, “pequena dona”, e não o bicho que cheira mal como vocês estão a pensar," sua cambada de más línguas invejosas];
  • Almoço em família;
  • Encharcar uma tablete de chocolate da Nestlé enquanto vejo um filme obrigatório, que me passou totalmente ao lado.
  • Rebolar a rir com a gala do “Secret Story”, e respetivos comentários.
  • Preparar-me psicologicamente para o início da nova semana.
Agora, vamos ver o que acontece. 

Mulheres acima dos 30 – As presas mais difíceis


Em conversa com várias amigas do coração [onde é que anda o bonequinho piroso?], concluí que, no maravilhoso mundo das relações amorosas, as mulheres na faixa etária dos “30as” são as “presas” mais difíceis de agarrar. Esta minha perspicaz e espetacular conclusão [especulação] advém do facto de, passadas [mais de] três décadas de vida, já praticamente toda a gente se tornou independente e ganhou um sem número de hábitos, barreiras, e manias difíceis de alterar. Já dizia o outro: “O Hábito é uma segunda natureza”. Além do mais, à medida que o tempo passa, as defesas emocionais vão aumentando. Já todas nós tivemos mais desgostos do que queríamos e embarcamos em mais banhadas do que devíamos, pelo que não nos deixamos impressionar facilmente. O tempo de acreditar no “Príncipe Encanto” e na “Alegre Casa na Pradaria” já [quase que] passou. Por outro lado, ainda não temos medo de ficar velhas e sozinhas. Ou, se temos, não admitimos. Assim sendo, estamos mais empenhadas em manter os trastes à distância do que em encontrar alguém capaz. Não queremos abdicar da vida concebida, na medida perfeita, para “um grupo de um”. Não queremos deixar de viajar, de sair à noite, de jantar com os amigos. Não queremos abdicar do ginásio, das idas às compras, dos momentos fúteis, em função de um marmanjo qualquer, correndo o risco de voltar a falhar. Em nossas casas, o closet já está a abarrotar. Não há espaço para boxers e peúgas. Nem uma gaveta. Um dia, certamente, vamo-nos arrepender destas opções. De não termos arranjado um filho, um marido, um companheiro. Mas, às vezes, simplesmente “it's not meant to be”. E mais vale aceitar, tranquilamente, este facto, do que andar a aturar merdas de um palhaço qualquer só para não estarmos sozinhas. Aos trinta, este ponto de vista reúne algum consenso. Questiono-me se aos quarenta continuará a ser assim. 

O Carlos está como o Lobo - Ficou preso num manicómio, onde só ele é que não era maluco

Falando a sério, ao ler esta noticia do "Jornal I", segundo a qual um informático, de nome Carlos, foi internado, pela família, na ala psiquiátrica do hospital "Egas Moniz", por "passar demasiadas horas em frente ao computador", fiquei com o coração apertadinho. Pode acontecer a qualquer um de nós. Imaginem que, por algum motivo, alguém acha que não estão bem e arranja um mandato judicial para vos fazer o mesmo? É assustador. Carlos passou três meses entre antipsicóticos injectáveis e sedativos, a tentar, junto de um advogado oficioso, provar a sua "inocência". O seu único crime foi passar demasiado tempo a programar jogos para multinacionais europeias. Por isso quase não saía de casa. Tinha encomendas em atraso e os prazos eram apertados. Os pais acharam que isso não estava certo, que algo de muito errado se passava e decidiram actuar. Arranjaram uma ordem judicial e foi internado sem sequer ser visto convenientemente por um médico.  As conclusões foram tiradas com base no depoimento da família e no que escrevia no Facebook. Ao alegar, desesperadamente, que não estava louco, respondiam-lhe: "Uma das características da sua psicopatologia é não ter noção do seu problema. Precisa ficar aqui para se tratar". Ficou com a vida destruída. Foi salvo pelos amigos que contrataram um advogado decente que provou a sua sanidade mental. Mas a experiência deixou-lhe marcas profundas. Entrou em depressão, da qual está a recuperar. Felizmente, já refez parte da sua vida e esteve em vários eventos nos Estados Unidos a divulgar projectos informáticos. 
Tal como tinha dito, ao ler esta história, fiquei com o coração do tamanho de uma ervilha. Pode acontecer a qualquer um de nós e arruinar-nos todo o sempre. Como é que um país dito civilizado permite que se interne, compulsivamente e à revelia, uma pessoa sem qualquer tipo de problema psiquiátrico como se fosse um psicopata assassino? E, pior, por iniciativa dos próprios pais? Esses sim é que precisam de tratamento, porque alguém que faz uma coisa destas a um filho não pode estar bom da cabeça. Pelo sim, pelo não, já guardei o chapéu de Napoleão, já disse aos meus pais que estou bem e já os bloqueei do Facebook. Não vá o diabo tecê-las.  

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Novidades: Ikea inventa o espelho que faz elogios.

Meninasssssss. Novidades fresquinhas. É o júbilo da massa associativa. O Ikea encontrou a solução para todos os nossos problemas. Abram bem esses olhinhos e leiam, com atenção, aquilo que o vosso amigo Lobo vai escrever: Um espelho que faz elogios. Imaginem-se a acordar de manhã com um cabelo horrível, uma cara de fugir, olharem para o vosso reflexo e ouvirem qualquer coisa como: "És linda e maravilhosa"; "Esse vestido é fantástico"; "Tens ido ao ginásio? Estás óptima"; "Essa maquilhagem é a ultima bolacha do pacote"; "Com essa beleza, é hoje que vais dar o golpe do baú". Não vos parece o pontapé de saída para um dia maravilhoso? E não é mito urbano. Ele existe mesmo. Ora vejam. Eu gostava mesmo de comprar um. Ia mudar a minha vida [e a de muitas lacraias horrorosas que andam à solta por aí]


Comentador Incrível # 2 - A Velhaca, bastiã da moral e dos bons costumes

Tenho um QI elevado [quem o diz não sou eu, é o  Diário de Notícias ]. Por isso, já sabia que, quando fosse ao armário [salvo seja] escolher um novo look, os meus Comentadores Incríveis haveriam, mais uma vez, de sair da toca. O que não é necessariamente mau, já que fazem o favor de nos proporcionar uns momentos de divertimento, e à borla. Ora bem, vamos, então, ao que interessa. A escolha de hoje recaiu numa Senhora: a " Velhaca, Bastiã da Moral e dos Bons Costumes”. Vá meus 5.75 leitores, sejam cavalheiros, desviem-se e deixem-na passar. Damas primeiro. Guardem os assobios e venham daí essas palminhas. A comentadora merece. A luta foi renhida, mas conseguiu destacar-se, com algum mérito, dos outros imbecis congéneres. Para o efeito, brindou-nos com estas pérolas moralistas, dignas de uma verdadeira Dona Doroteia dos tempos modernos:

"Cara Lobinha: Preocupa-se muito com trapos, com ginásio, com sapatos. É um issulto para as mulheres de trinta anos. Um mau exemplo. Deiva mas era estar a ocupar  o tempo a dar de mamar aos filhos e a tratar do marido. Por isso é que este país está como está. Não há respeito pela familia". 

Clap. Clap. Clap. Minha senhora, porque é que não nos conhecemos há quinze anos atrás? Com a sua orientação moral, já teria arranjado um rancho de uns dez ou quinze filhinhos. Ahh e todos do mesmo pai: o meu Manel, rapaz trabalhador e pai de família. Quando chegasse a casa, cansado de vergar a mola para nos  sustentar, ia ter o jantar feito, os meninos tratados e os chinelos à sua espera. Isso e uma esposa, em robe, de sorriso nos lábios. Já viu que vida bonita? Era a alegria da pobreza. Parece que estou a ver: Quatro paredes caiadas, um cheirinho a alecrim , um cacho de uvas douradas, duas rosas e um lambrim [com o S. José de azulejos]. E, se a senhora, humildemente, batesse à porta, sentava-se à mesa com a gente. Ai, que bonito. Só de pensar, até me caiu uma lagrimita dos olhos. Por isso, e pela imbecilidade do seu comentário. Tenha juízo. Venha para o século XXI. É por causa de gente assim, que ainda pensa que o lugar da mulher é na cozinha, atrás do fogão, que ainda vivemos numa sociedade machista e preconceituosa. Pois olhe, permita-me retribuir a sua observação, com um conselho útil para o resto da vida: Passe no cabeleireiro, arranje esse cabelo [mise não vale], tome um banho de loja, largue as amigas da quermesse e arranje um rapazinho de vinte anos para beber uns copos. Vai ver que se sente logo outra. E escusa de me agradecer. Eu sou uma alma boa e generosa e não me importo de ajudar o próximo [por mais idiota que seja].  


Atenciosamente,

O Lobo na Porta
[E é isto, a minha vida]

Notícia de Ultima Hora

Quem é inteligente [como o Lobo] ouve Radiohead. Quem não é ouve Beyoncé. E não sou eu que digo, mas um estudo do site Consequence of Sound. Noticia de hoje do Diário de Notícias. E se vem no DN é porque é verdade. 


O Lobo está apaixonado....

... e o objecto da minha afeição são as Kartell Masters Chair desenhadas por Philippe Starck . Em amarelo ora pois com certeza [para combinar com o Iphone]. Criadas em 2009, resultam da junção do conceito de três obras primas fundidas numa só. Diz que vêm de Itália, em dois pares de dois, e, em breve, vão iluminar a vida [e a sala] do Lobo. Num apartamento perto de si. [Digam lá se não são o máximo?]