Quem me conhece sabe que me perco por
um bom bife Tártaro. Infelizmente, em Lisboa, são poucos os restaurantes que
têm, no menu, a um preço aceitável, esta magnifica iguaria. Quando entrei, pela
primeira vez, no Mercado da Ribeira, não resisti em experimentar o bife da Tartar-ria . E posso dizer-vos, sem grande margem de erro, que, se este não é o
melhor da capital, é, pelo menos, o que tem a melhor relação qualidade/preço.
Por cerca de doze euros podemos ter uma
refeição fantástica, com uma variedade excecional. Há tártaros para todos os
gostos e feitios: vegetarianos, de lagostim, queijo de cabra, salmão, atum,
lombo de vaca. É à vontade do freguês. Para não falar das sobremesas
maravilhosas, que incluem ingredientes como morangos frescos, cerejas, pêssegos melba, ou chá
verde. Uma tentação. E, para quebrar a
rotina, todos os meses conta com a presença especial de um Chef famoso. A não perder. Experimentem, e, depois, digam-me o que acharam.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Sábado à noite e o jantar das gaijas
Sábado, o Lobo social dirigiu-se à Capital
[rima
e é verdade], para se
juntar às amigas Cs, e degustar um magnífico jantar, seguido de uma noite de
copos [de
água, obviamente]. A
coisa começou logo bem a passar ponte: Tinha havido um acidente e a fila
chegava quase a Faro. Após uma hora de espera, decidi ligar para avisar que ia
chegar ligeiramente atrasada, quando
oiço do outro lado: “Estás a ver a Taberna da Rua das Flores? Esquece. O tempo de espera para conseguir mesa, é de,
no mínimo, duas horas. Temos que pensar num plano B”. Dada a confusão geral
instalada em Lisboa, com resmas de gente por todo o lado, optámos pelo mui original Mercado da Ribeira [clássico,
dizem vocês]. Contra
todas as espectativas nem estava muito caótico. Desta vez optei por
experimentar a banquinha do Chef
Henrique Sá Pessoa [depois farei uma Review sobre a dita],
e só vos posso dizer que a comida estava M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A. O jantar foi fantástico. É sempre bom estar
com amigas que passamos meses sem ver, mas que nos são tão próximas como se
vivessem na porta ao lado. Deu para descomprimir, rir, falar mal de pessoas,
enfim, para recarregar baterias e matar as saudades, que eram [e já
são novamente] enormes.
Findo o jantar, que, felizmente, demorou horas, decidimos fazer, qual “Resgate
do Soldado Ryan”, algo extremamente arriscado: entrar no Cais do Sodré, furar a
multidão, e alcançar, heroicamente, a “Pensão Amor”. Infelizmente a missão
falhou. Ainda gritei que estavam a vender Louboutin a cem euros na Avenida da
Liberdade, mas ninguém arredou pé [passo o trocadilho fácil]. Por isso, e porque já estávamos sem
saco para confusões: optámos pelo plano C: ir para casa, abrir uma garrafa de
Moscatel [água mineral, quero dizer], e ficar na conversa até tarde.
A ideia era muito bonita, só que alguém se
esqueceu que tinha partido a garrafa umas semanas antes. Felizmente, havia chá
de camomila, e foi este robusto néctar que acabou por regar uma noite perfeita,
que tem que se repetir mais vezes. Estão a ler isto, meninas? Tenho saudades
vossas.
Sobre a Morte do Rodrigo Menezes
Morreu o Rodrigo Menezes. Aos quarenta
anos, sozinho em casa. Se gritou por ajuda, ninguém ouviu. Pode ter estado, em
sofrimento, quinze minutos. Ou quinze horas. Não interessa. Ninguém ouviu. Terá
morrido por epilepsia, drogas ou AVC. Whatever.
O certo é que não era visto desde quarta-feira. Assustador. Pessoalmente, nunca fui grande
fã da ficção da TVI, por isso não acompanhei o seu trabalho. Mas dizem quer era
um grande ator. A família deve estar destroçada. Os amigos também. É triste
morrer. É ainda mais triste morrer sozinho. Descansa em paz Rodrigo. Agora vão
chorar por ti, a seguir vão a correr, colar-se ao Secret Story. Não importa.
Enquanto Homem das Artes, compras-te um passe para a imortalidade. Por isso,
podes descansar em Paz. Agora, já não vais estar sozinho.
sábado, 4 de outubro de 2014
Dia Mundial do Animal
E porque hoje é o Dia Mundial do Animal [bestas incluídas], deixo
a minha sincera homenagem às três “criaturas” que enchem a minha vida de
alegria:
Julian Gaio Argus Caeser, a "coisinha mais linda de todas as coisinhas"
Akra Barbarion, "Marquês de Miau"
Gaius Julius Caesar Augustus Germanicus Calígula, o "Gugu"
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
A Lei que criminaliza os maus tratos contra animais X Os facínoras que batem na mulher quando o Benfica perde
A propósito da entrada em vigor, no dia 1 de Outubro, da lei que
criminaliza os maus tratos contra animais, li, nas redes sociais, uma série de
comentários absurdos e bizarros sobre o tema. Nesta conformidade, não posso
deixar de me insurgir com o meu sapiente bitaite.
No top das tiradas bizarras estão as que apelidam a lei de: “histeria coletiva promovida por uma cambada
de intelectuais de esquerda, com pouco que fazer, que deviam mas era estar
preocupados com os velhinhos, as criancinhas, e as esposas que levam na tromba”.
A este tipo de observações, o Lobo apenas tem a dizer que:
- Meus amores, não havia necessidade. Então não sabeis que “uma
coisa é uma coisa. E uma outra coisa é uma outra coisa?”. Ou seja, não é
preciso ter um QI muito evoluído para constatar que estamos a falar de assuntos
[e de seres] totalmente diferentes, e que, independentemente
do tipo de proteção legal existente sobre os animais, os facínoras vão continuar
a maltratar os seres humanos mais vulneráveis.
- Estima-se que, no ano de 2013, tenham sido abandonados cerca de 30 mil animais de estimação em Portugal. A maior parte dos quais terminou morto
na beira da estrada, eutanasiado num Canil Municipal, e foi alvo de violência e
maus tratos extremos. É por fazerem alguma coisa por estas pobres criaturas,
que o marido bêbado vai deixar de “dar uma tareia de criar bicho à esposa”,
só porque o Benfica levou três batatas do Bayer
Leverkusen na Champions?
- A lei prevê que:
“quem, sem
motivo legítimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos
físicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão até um ano ou com
pena de multa até 120 dias”. Um ano?
Estão a gozar? É este o vosso motivo de escândalo?? Ó meus amigos, podeis ficar
descansados. Num país como o nosso, com a justiça em estado de Sitius [passo a piada fácil], aposto que, dificilmente, alguém será condenado. Mas já é
um princípio. Sabiam que grande parte dos psicopatas assassinos têm um
historial de maus tratos a animais? Se ao menos forem sinalizados, talvez se
consiga travar um futuro Serial Killer.
Já pensaram nisso? Olhem que nunca se sabe. Em certa medida, ao contestarem a
lei, também estão a colocar em causa a vossa segurança, e a dos vossos filhos. Ahhh,
já me começam a dar uma pontinha de razão. De nada. Não têm nada que agradecer.
O Lobo é caridoso e gosta de auxiliar as pessoas intelectualmente menos
favorecidas.
- Por último, tenho a referir que, para defender
esta lei, ou pelo menos não a pôr em causa, não é preciso ser de esquerda ou intelectualoide: basta ser Humano. E,
posto, isto, termino com algumas imagens, potencialmente chocantes, do antes e depois de animais que foram salvos pelos desocupados que querem
transformar o mundo num lugar civilizado, em que impere o respeito por todos os
seres, em especial os que nunca terão voz para se defender.
Nota – Não ficais tristes. Eu entendo. Ele há
coisas que não vêm escritas na revista Happy,
por isso, algumas criaturas não conseguem compreender temas que extravasam o universo
da: futilidade falida do seu “mundinho a
preto e branco”.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
O Novo Amor do Lobo
Gaius Julius Caesar Augustus Germanicus Calígula, diz olá aos meus 5.75 leitores. 5.75
leitores, sejam educados e digam olá ao Gaius Julius Caesar Augustus Germanicus
Calígula.
Feitas as apresentações,
tenho a comunicar-vos que este é o meu novo amor. Caiu na minha vida de “para-quedas”,
sem pedir licença ou autorização. Que é como quem diz: alguém [um
Filha da P+ta]
abandonou-o, doente, junto a um caixote do lixo. E não fui capaz de o ignorar.
É um gato meigo, lindíssimo, de uma doçura extrema. Nota-se perfeitamente que
teve uma casa, e foi deixado, assim, sem dó nem piedade para morrer na rua.
Levei-o ao veterinário, e, antes de
mais, foi feito o despiste à leucemia e à sida dos felinos. Os resultados
vieram negativos. Em seguida, o veterinário procedeu a uma avaliação detalhada do seu estado clínico. Confesso que, dado o ar doente e subnutrido, temi o
pior. Ao fim de longos minutos de espera, chegou o diagnóstico: infeção grave
na boca e nos olhos, com ulceras incluídas, o que vai implicar um longo tratamento,
e uma operação para esterilização e eextracção integral dos dentes. Este procedimento,
apesar de indispensável, implica alguns riscos, já que não é um gato novo. O
veterinário estima que tenha entre 8 a 11 anos, e os custos são elevados.
Quando me foram anunciados os valores,
assaltou-me um pensamento: Se, com esse dinheiro, podia comprar uns Louboutin?
Podia, claro. Se podia comprar uns Jimmy Choo? Obviamente. Se podia comprar um
gato persa bebé? Poder, Podia. Mas não ia ser a mesma coisa. “Vamos arriscar, doutor. Vamos salva-lo”. -
“Tem a certeza disso?”, perguntou o médico. “Tenho, claro. Aquele que salva uma vida, salva o mundo inteiro, já
dizia o Oscar Shindler citando o Talmud”.
E foi assim que o Gaius Julius
Caesar Augustus Germanicus Calígula
[Gugu
para os amigos], veio
viver comigo. Para já, vai colocar, por dia, 24 gotas nos olhos, dois líquidos diferentes
na boca, e tomar um mega comprimido. Como é o gato mais doce do mundo, deixa-me
fazer-lhe tudo. Apesar de só estar aqui há um dia, já sabe onde é o areão e o
local da comida. Não suja nada, porta-se super bem, mas ainda é tímido, e tem
medo dos barulhos e da esfregona [sem comentários]. Se não miasse a noite inteira,
poderia dizer que temos a relação perfeita. No entanto, tenho esperança que,
com o tempo, a coisa melhore [e que os vizinhos não façam nenhuma
reclamação]. A operação
ficou marcada para a próxima quarta-feira, dia oito. Vão proceder à esterilização
e extrair os poucos dentes que ainda tem, por estarem totalmente podres e causarem
dores horríveis. Por isso, preciso das vossas boas energias, para que esta
história tenha um final feliz. O Gugu merece uma oportunidade de ser feliz [e eu
também]. Ao Filha da P*ta
que o abandonou para morrer junto ao lixo, apenas tenho a desejar-lhe uma morte
horrível, lenta e muito, mas mesmo muito, dolorosa. Vamos dando noticias.
Nota: Face a este tipo de casos que, infelizmente, ocorrem, no nosso país todos os dias e em elevado numero, não posso deixar de endereçar uma palavra de desprezo aos idiotas que têm, nas redes sociais, contestado a aprovação da Lei da Criminalização dos Maus Tratos a Animais, alegando que os velhinhos e as criancinhas também sofrem ,e ninguém faz nada. Meus queridos, só tenho a dizer-vos que, se não entendem a diferença entre as duas situações, então possuem um grave problema de formação e de educação, por isso, e para vosso bem, voltem ao ensino primário. Pode ser que alguém vos salve, mas esse é um tema para um próximo post.
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