sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Maquilhagem – Top Essentials.

A maquilhagem é um dos elementos mais importantes para realçar a perfeição feminina. Quais efeitos especiais da Pixar, é capaz de produzir autênticos milagres. Além de disfarçar uma noite mal dormida, realça a beleza natural do rosto, iluminando-o, e tornando-o [quase] perfeito. Não desfazendo, é capaz de aumentar a autoestima a qualquer camafeu. No entanto, digam as marcas o que disserem, para obter um bom resultado, é essencial que os produtos sejam de muito boa qualidade. Não há nada mais deprimente do que ver alguém com o canto dos olhos borrados, a sombra sumida, e a base praticamente desaparecida [e a quem isto nunca aconteceu que atire a primeira pedra]. Por isso, um Kit Maquilhagem decente implica algum investimento inicial, que acaba por compensar, já que os produtos de qualidade duram muito mais do que os outros. E, perguntam vocês, meus queridos 5.75 leitores: “Ai é, seu Lobo com a mania que é esperto, e o que deve conter esse tal Kit?”.

Bom, responde o Lobo, falando apenas do que é essencial, sem entrar em grandes exageros, e para cumprir os serviços mínimos, um Kit desta natureza, deve incluir os seguintes produtos:

Base – Antes de mais, é muito importante comprar uma base ( ou fond de teint), de boa qualidade. Se a pele não ficar bem coberta, o resultado da restante make ficará comprometido. No momento da escolha, tenha em atenção o seu tom de pele, a oleosidade, e o tipo de resultado que pretende: realçar o bronzeado ou dar-lhe um toque mais leve e natural. Antes da aquisição, experimente, até encontrar a sua, as diversas tonalidades da marca selecionada, testando-as na pele do pescoço e não da mão.  

Corretor de Olheiras – Como o próprio nome indica, este é um produto fundamental para disfarçar olheiras, borbulhas, e outras imperfeições, dando ao rosto um aspeto fresco e saudável. Para um efeito perfeito, é importante escolher a cor mais adequada ao seu tom de pele.  

Lápis/Eyeliner – Líquidos, de ponta fina, em lápis ou na versão caneta, a escolha de um bom eyeliner é essencial ao sucesso da maquilhagem. Além de ser muito importante que não borre ou escorra, é essencial que não irrite os olhos. Após várias experiencias falhadas, optei por um da Chanel, preto, em caneta, à prova de água. É resistente, propicia um bom resultado, e não foi absurdamente caro [cerca de € 20, mais coisa menos coisa].

Rímel – De várias cores e feitios, este é outro elemento indispensável para realçar a beleza do olhar. O mercado oferece-nos um vastíssimo leque de opções, mas, os mais eficazes, são os pretos que alongam e dão volume às pestanas. Eu uso este da Dior e estou muito satisfeita. Não é um investimento pequeno, mas acaba por ter um resultado compensador. É importante ter cuidado com a sua manutenção, pois, quando mal usados, secam rapidamente.   

Sombras – As sombras realçam os olhos, e são um elemento central na composição da maquilhagem, tornando-os mais expressivos. A utilização das cores deverá ter em atenção a ocasião a que se destinam: tons mais escuros para um jantar, ou evento noturno, e mais claros para o dia-a-dia. Se quiser poupar alguns euros, opte por uma paleta variada, que poderá ser um pouco mais cara, mais que se torna mais rentável, já que lhe dá um vasto leque de opções. E, quando de boa qualidade, vai passar alguns anos sem ter que renovar o stock.

Batons/Gloss Ao contrário do que a maior parte das pessoas possam pensar, o baton não é o retoque final da maquilhagem, mas um elemento essencial para dar expressão e luminosidade ao rosto. Um truque para aumentar o volume dos lábios [além do silicone, e não, não vos vou falar sobre o pirosérrimo lápis de contorno dos anos 90], é sobrepor o gloss ao baton. Fica absolutamente fantástico. Se não quiser gastar muito dinheiro, opte por cores versáteis e neutras, selecionando um tom de rosa, que se aplica a praticamente todas as ocasiões.

Blush – Não existe rosto bem maquilhado sem a aplicação de um bom blush. E quanto mais natural melhor, já que deve iluminar, sem assumir grandes protagonismos, para evitar o efeito de “pele rosadinha” [em jeito de Miss Piggy].

Nota: Agora, acabaram-se as desculpas para saírem de casa com um rosto cadavérico, a preto e branco. Vão pela conversa do Lobo: encham as vossas vidas de cor e alegria.  

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Aviso à navegação - Hoje é a "Quinta Feira Louca do Freeport" com um desconto adicional.

Queridos 5.75 leitores, sabem que dia é hoje? Ah pois é. Guardem os Louboutin porque não é o aniversário do Lobo. Como sou uma alma boa e caridosa, vou-vos contar tudo: É a “Quinta Feira Louca do Freeport”. O que quer dizer que o Freeport de Alcochete vai contar com um mega desconto sobre o preço de Outlet, a que acresce uma promoção de 10%, comemorativa do seu 10.º Aniversário. Maravilho. Estamos perante uma oportunidade única para começar a preparar o closet para o frio. Não se esqueçam das milhentas dicas do vosso amigo Lobo, olhem para as tendências, vejam o que realmente precisam, e pronto: Shoppem à vontade. Marcas como: FornarinaGuessDieselMangoPull and BearGap, ou Gant, vão estar a preços muito simpáticos, à medida de praticamente todos os bolsos. Enjoy e depois, se quiserem que publique aqui, enviem as imagens das vossas pechinchas para o email: akrabarbarion@gmail.com. Hoje Vale [praticamente] TUDO. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Amor, Traição e Morte – Uma História da Vida Real

Já há algum tempo que estou para vos contar uma história verídica que ouvi há uns meses, e que me chocou profundamente. Envolve família, traição e morte [dava quase uma novela da TVI], e não, este post não é para rir. Há algumas décadas atrás, existiram dois irmãos que trabalhavam, por turnos, na mesma empresa. Também moravam perto um do outro, com as respetivas famílias. Um dia, um deles apaixonou-se pela mulher do outro. O Amor foi correspondido. Sempre que o irmão saía para trabalhar, esgueirava-se pela janela, e ia dormir com a cunhada. O relacionamento durou quase uma década. Até ao momento em que ela terminou. “As crianças estavam a ficar crescidas. Alguém podia descobrir”. Ele não se conformou, mas aceitou. As décadas foram passando, e o “Segredo”, ficou guardado nas brumas do tempo e da memória. Até ao dia em que Ele teve um AVC. O BI dizia-lhe que já havia passado as setenta Primaveras, e que poderia morrer a qualquer momento. Os médicos também. Não queria levar, consigo, o “Segredo”. Era demasiado pesado. Apesar da aparente calma, a consciência nunca o havia deixado em paz. Nas noites em que olhava para a esposa, que sempre lhe havia sido dedicada e fiel, os remorsos atormentavam-lhe o pensamento. “Como é que foste capaz de lhe fazer uma coisa destas? Porque é que não assumiste? Porque é que não a deixas-te em paz, para procurar um homem que a amasse e fizesse feliz? És um cobarde”. O peso tinha que ser distribuído. Já não era capaz de o carregar sozinho. Havia chegado o momento da redenção. Queria partir em paz. A esposa ficou chocada, a cunhada já havia falecido, e o irmão nunca mais lhe falou. A partir daquele dia, os filhos deixaram de saber quem era o pai. Mas, contrariando as previsões dos médicos, [esses corvos da desgraça], não morreu. Sobreviveu, e a culpa estava à sua espera. Sorria-lhe como a Serpente sorriu a Adão, antes da expulsão do Paraíso. E tinha que ser carregada. Penosamente, em frente à família, aos vizinhos, aos amigos, aos conhecidos, e aos desconhecidos. A esposa não resistiu. Entrou em depressão, e morreu, poucos meses depois. Deixou de comer. Não conseguiu entender como é que duas pessoas, que tanto amava, e em quem confiava, a tinham conseguido trair e enganar durante décadas. Logo ela, que sempre havia sido uma boa mulher, uma mãe exemplar. Uma boa cunhada. Dedicou a vida a uma falsa causa. E o tempo para recomeçar já tinha passado. Ele enforcou-se. A culpa transformou-se em doença, a doença em sofrimento. Não aguentou. No dia em que colocou um cinto à volta do pescoço, teve a certeza de que havia tomado a decisão errada. E que a vida lhe tinha, gentilmente, retribuído. No momento antes de saltar, não se arrependeu de ter traído o irmão. Não se arrependeu de ter amado uma má mulher. Arrependeu-se de ter assassinado a certa. E, finalmente, viu-se confrontado com a redenção. 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Sea Me - Peixaria Moderna. O peixe fresco reinventado à sua Mesa

Já estive várias vezes para jantar no Sea Me, mas, por um ou outro motivo, nunca aconteceu. Apenas consegui provar o Prego da Peixaria. Felizmente, na última vez que fui ao Mercado da Ribeira, o meu imigrante irmão fez questão de experimentar este conceito inovador, que reinventa o conceito das antigas peixarias, dando-lhe um toque de cozinha de fusão. Jantei o “torricado de atum”, e a “sopa rica de peixe”. Estavam ambos maravilhosos, e posso dizer-vos que há muito, muito tempo, que não comia um atum tão perfeito como este. E olhem que eu entendo do ofício. Ostras, pastéis de amêijoa, choco frito ou vieiras coradas, fazem, igualmente, parte do menu. Se passarem no mercado ou no Chiado, não percam a oportunidade de desfrutar o que de melhor existe na gastronomia lisboeta. 
(Fotos: Wolf at The Door)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Com o meu verniz preto....

... eu nunca me comprometo. Adoro vernizes. Desde que descobri o gelinho estou maravilhada. Já experimentei vermelhos, diversos tons de rosa, mas, desde sempre, há uma cor que bate mais forte no meu coração: O Preto. A semana passada fui arranjar as unhas e “obriguei” a minha manicure [que tem uma paciência de Jó para a minha pessoa], a fazer algo que nunca tinha feito antes: pintar as unhas dos meus ricos pezinhos de preto brilhante. Digam lá se o resultado não ficou fantástico? Vão poder vê-lo com maior pormenor no próximo look, que vou postar em breve. Fiquem atentos, meus 5.75 leitores. O Lobo está mais empenhado do que nunca em ver-vos felizes. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Restaurante Pharmacia: A cura para todos os males gastronómicos

Quando o meu primo me disse que o jantar de aniversário iria realizar-se na sala privada de um restaurante, o Pharmacia, no edifício da Associação Nacional de Farmácias, confesso que desconfiei. A junção de comida com medicamentos nunca me soou bem [e no final da história acabava sempre alguém morto]. “Deixa-te de tretas”, disse ele. “O Restaurante é óptimo e tem uma vista magnífica para o Tejo. Vais adorar”. Fui e confesso que não gostei: A-M-E-I. O Espaço é simplesmente fantástico. Além de ter inúmeros apontamentos de recriação das antigas farmácias lisboetas, está super bem decorado, o que lhe dá um ar sofisticado, mas, ao mesmo tempo, acolhedor. No que toca a comes. Bem, vocês não estão a perceber. Posso-vos dizer que tem uma cozinha de luxo. Optámos por pedir diversos pratos para experimentar um bocadinho de tudo. Cada um melhor que o outro. O “bacalhau com grão e puré de cenoura” estava soberbo, o Bife “À Cervejeira”, divinal, e a “salada russa com camarão”, uma coisa do outro mundo. O Menu inclui, também, iguarias, como: “Bacalhau confitado com creme de aipo”, “profiteroles com mini hambúrgueres de lombo de novilho e compota de tomate”, “ camarão crocante com tártaro de camarão de manga”, entre outras. Enfim, tudo uma delícia. Não é especialmente barato. O preço médio por pessoa ronda os €30, mas vale muito a pena. Experimentem que não se vão arrepender, até porque o Vosso amigo Lobo é a pessoa que vos dá melhores conselhos na vida.   


Imagem: Joana Meira

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Review do Lobo - Prego da Peixaria

Quando entrei, pela primeira vez, no Mercado da Ribeira, a minha intenção era provar o famoso Burguer de Salmão e Choco do Prego da Peixaria. Já vários amigos me tinham falado maravilhas desta recente [e famosa] iguaria lisboeta, pelo que os meus índices de curiosidade estavam ao rubro. Infelizmente, a fila era assustadora, e, como o tempo não era muito, tive que ir comer para outra freguesia. Mas, desta vez, não me escapou. Foi, sem dúvida, um dos melhores pratos que provei nos últimos tempos. A suavidade do salmão contrasta, de forma perfeita, com o sabor levemente adocicado do choco e a acidez das algas. O toque de mestre é-lhe dado pelo bolo do caco, feito com a tinta do próprio choco. Simplesmente maravilhoso. Acompanhado por um copo de bom vinho, é um manjar vindo dos céus. Fica a dica, meus 5.75 leitores [depois não digam que o Lobo não é amiguinho, porque só me sujeito a estas terríveis experiências por zelar pelos vossos interesses].