quarta-feira, 23 de julho de 2014

Lobo Solidário # 3 - Festa da Associação Bianca - Vamos ajudar os Animais sem Lar?

Chegou o Verão, e infelizmente, trouxe com ele o aumento do abandono de animais de companhia. Ainda ontem avistei um Labrador preto, igualzinho ao meu Caeser, a vaguear à beira da estrada. Tentei fazer inversão de marcha para o apanhar [e evitar que morresse atropelado], mas tinha desaparecido. Uma situação verdadeiramente angustiante. Quando cheguei a casa, espremi o “Ci” com abraços e beijinhos. Como é possível um ser humano condenar, de forma tão cruel à morte, à fome, ao desespero, e à solidão, um ser frágil, desprotegido, e totalmente dependente?

Felizmente, para reverter este quadro, existem neste planeta almas boas e generosas, que, muitas vezes, sacrificam a sua vida pessoal em prol de uma causa maior: ajudar os animais sem Lar. É o caso da Associação Bianca. Criada em Sesimbra no ano de 2002, já promoveu a adopção, o acolhimento e a esterilização de milhares de cães e de gatos sem lar. Além disso, dinamiza um conjunto de acções pedagógicas junto da comunidade educativa, para que as nossas crianças entendam que um animal não é uma “coisa” que se deita fora quando já não tem interesse. Por isso, e porque conheço bem o trabalho sério e dedicado que a Associação promove, deixo-vos o convite, para, no próximo dia 26 de Julho, participarem na Festa da Bianca, que vai acontecer no abrigo, localizado junto ao Cemitério da Aiana, no concelho de Sesimbra. Vai haver diversas iniciativas super animadas, nomeadamente: aulas de treino; massagens Shiatsu, um lanche, venda de garagem, entre outras, tudo em prol da grande causa: Ajudar os Animais Sem Lar. Caso não possam ir, tentem contribuir com alguma coisa, por pouco que seja: cobertores, ração, detergentes de limpeza, donativos. Tudo faz falta. Tudo faz a diferença. Façam parte da solução e não do problema.   

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Super Bock, Super Rock 2014 – A crítica do Lobo

Tal como vos havia dito, e fui colocando, em directo, algumas imagens no Facebook e no Instragram do Blog, o Lobo marcou presença na 20ª Edição do “Super Bock, Super Rock”. Como festivaleira convicta, estive lá nos três dias, mas, como dizia o outro, por motivos de ordem diversa e variada, não consegui ver todos os concertos [aliás, alguém consegue sem cortar um pulso?]. Quando olhei para o cartaz, e o comparei com o de outros festivais congéneres, nomeadamente o “Alive”, pensei: “Fraquinho, muito Fraquinho”. No entanto, houve boas e más surpresas, e, em geral, gostei bastante do que vi. Um ponto muito positivo foi a evolução do recinto, comparativamente às edições anteriores. O estacionamento e os acessos estão melhor organizados, há menos pó e mais espaço, o que faz como que o sentimento: “sardinha em lata empoeirada”, seja coisa do passado.

No primeiro dia, o concerto de “Massive Attack” foi uma seca à moda antiga. Se já não gostava muito dos senhores, confesso que passei a não os suportar. Já cheguei tarde, por isso perdi parte dos concertos, nomeadamente o de Million Dollar Lips, que adorava ter visto. O dia foi salvo pelos “Disclosure”. Os manos Lawrence deram uma lição de rock dance, acompanhada por um espectáculo de luzes e imagem ao jeito de “Chemical Brothers”. Nem a paragem forçada de cinco minutos arrefeceu o público, e foi, sem sombra de dúvida, o grande momento da noite.

O dia dois do festival foi marcado pela chuva e por uma série de incidentes. Primeiro, a chuva durante o concerto de “Legendary Tigerman”, depois a árvore que caiu na zona da restauração, e, finalmente, o atraso de “Cat Power”, que fez com que o festival estivesse mais de uma hora sem música. Salvou-se o concerto de “Capicua” e de “WoodKid” [não foi consensual, mas eu gostei]. O Eddie Vedder começou a tocar depois das duas da matina, e, muito sinceramente, nunca mais se calava. Eu que sempre fui fã de “Pearl Jam”, [e note-se que deve ter tocado umas sete músicas da banda], confesso que não tenho saco para um concerto acústico num festival de Rock. Apesar de não ter desiludido os fãs, que certamente deram por bem empregue o dinheiro do bilhete, achei o espectáculo totalmente desenquadrado do espírito da coisa. No entanto, papei-o até ao fim, e vinguei-me na tenda electrónica até às cinco da matina.

Depois destas andanças, [e porque a idade não perdoa], ao terceiro dia, o Lobo já estava um bocadinho acabado. No entanto, o melhor ficou mesmo para o fim. Os “The Kills” são uma banda brutal. A vocalista, Alison Mosshart é um verdadeiro “animal de palco” e, no seu jeito meio provocador, deitou fogo ao Super Bock. Seguiram-se uns senhores de respeito: “The Foals”. As saudades que eu já tinha de um British Rock á séria. Deram um grande, grande espectáculo. Puseram o Meco em brasa e deixaram o público em delírio. Entretanto, já tinham entrado em cena duas personagens de peso: Um gangster e um cangalheiro. Estavam em palco os “Dead Combo”. Num ambiente de penumbra, a puxar ao tétrico, elevaram-nos com a sua música. Da parte que me toca, este era o concerto mais esperado do festival, e adorei. Para terminar em grande, os “Kasabian”. Se o Meco já estava em brasa, começou a arder. Tocaram todas as que o meu povo gosta, e interagiram com o público como uma verdadeira grande banda. O tempo de “meninos tímidos” já lá vai. Fecharam com chave de ouro os vinte anos do “Super Bock, Super Rock”.

Este pode não ter sido o cartaz mais brilhante de sempre, nem tão pouco o mais ambicioso. Mas gostei muito. As condições do recinto e as acessibilidades estão cada vez melhores. Passou música de grande qualidade no Meco. O ambiente de festa foi uma constante e a organização esforçou-se para que todos passassem um grande momento. Para o ano contem com a presença do Lobo Festivaleiro.  

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Lá vamos nós para a segunda ronda

Novas do Ginásio – O Balanço Mensal

Caros 5.75 leitores. Tal como vos havia dito, na semana passada, o vosso amigo Lobo esteve às portas da morte, e, por esse motivo, teve que se baldar ao ginásio. Ontem, a duras penas, lá decidi voltar, e, apesar de não estar no auge da forma, consegui combater a falta de vontade e fazer uma aula inteira de “Localizada” e meia aula de Zumba. Saí a meio porque já estava demasiado cansada para continuar, e voltei para casa a pensar no que tinha mudado neste mês e meio de “Lobo armado em Jane Fonda.” E eis o balanço:

- Melhorei, significativamente, a resistência física [noto sobretudo quando carrego sacos do supermercado];
- Ganhei 500 gramas, mas perdi algum volume, e noto as calças mais largas;
- Estou com maior firmeza muscular, pelo que o plano: “Lobo a Capa da FHM” está cada vez mais perto de se concretizar. [Esteja atento a uma banca perto de si];
- Consigo acompanhar melhor as aulas, e já não tenho tanto receio de assassinar, por atropelamento severo, uma colega de Zumba;
- As aulas de Body Pump estão a correr bem e consegui elevar, para 8 Kg, o peso da barra.   
- Por último, o mais importante: Estou viva, motivada e feliz. Se, por vezes, não me apetece ir, quando lá estou fico mesmo descontraída, bem-disposta, e com a mente desanuviada.
Por isso, meus leitores preguiçosos, de rabo gordo alapado ao sofá: mexam-se. Vão ao ginásio, caminhem, nadem, corram. Por vós e pelos que estão ao vosso lado, já que, quando o nosso bem-estar melhora, a relação com os que nos são próximos torna-se muito mais gratificante e feliz.

PS- Vão na conversa do amigo Lobo, que é uma boa alma e só dá bons conselhos. 

terça-feira, 15 de julho de 2014

O Pequenito João Moura Mirim Lá Levou a Taça e o Bruno Nogueira Cancelou o Espetáculo

O Lobo acaba de saber que, por causa da polémica gerada pelo pequenito imberbe João Moura Mirim, e os seus amiguinhos pseudo culturais defensores da Puta da tourada, o Bruno Nogueira cancelou o espectáculo agendado para a praça de touros de Montemor-o-Novo. Este facto deveu-se à falta de segurança gerada por uma torrente de ameaças anónimas por parte dos "amigos das touradas".

Meus caros, volto a frisar: vivemos num país livre e constitucional. Por isso, deixem a maioria escolher. Façam um referendo e permitem ao Tuga manifestar a sua vontade nas urnas. Seguramente, esta palhaçada bárbara iria terminar de uma vez por todas. E não me venham com argumentos relativos à ingestão de carne e à preservação do Touro Bravo. Em primeiro lugar, posso ingerir um bife sem torturar a vaca, e, em segundo, existem N espécies selvagens neste país, veja-se o Cavalo Garrano do Gerês, que, para existirem, não precisam ser mortos com estacas nos “Campos Pequenos” deste nosso Portugal. E tenho dito. Escusam de vir com comentários da treta porque este tasco é do Lobo. E a moderação está activada. Despeço-me deixando umas imagens bem elucidativas desta espectacular “Prática Cultural”. Vão mas é ao Teatro, aos Museus, e ao S. Carlos. Ajudem os verdadeiros agentes culturais do país, e, se gostam assim tanto de sangue: comprem o DVD do "Hostel". É um filme maravilhoso. Tem carnificina para todos os gostos e feitios. Sua cambada de bárbaros selvagens. 




A prestação da Coreia do Norte no Mundial de Futebol do Brasil.

Estava o Lobo a dar uma vista de olhos pelas notícias do dia, quando, quase por acidente, se depara com esta maravilha vinda de Pyongyang: De acordo com o canal “Korea News Backup”, e contra todas as espectativas, a Coreia do Norte qualificou-se para a fase final do Mundial de Futebol do Brasil. E, surpreendentemente chegou à final. Adivinhem contra quem? Vá, meus queridos 5.75 leitores, puxem por essas lindas cabecinhas. Exatamente. Nem mais nem menos do que contra os pupilos de Paulo Bento: A seleção portuguesa.

O vídeo, divulgado pelo regime, conta, ainda, que, na sua épica cruzada no Mundial, a selecção Norte Coreana venceu o Japão por 7-0; os Estados Unidos por 4-0; e a China [que também não se qualificou para a fase final do Mundial], por 2-0. [Parecia mal dar uma cabazada aos chineses.]. Além disso, são mostradas imagens de adeptos vestidos com as cores da Coreia do Norte a festejar em Copacabana, enquanto se vê a imagem do Dear Leader, Kim Jong-un, a passar num ecrã gigante. E para não dizerem que não é um ditador simpático e generoso, alguns jogos do Mundial foram mesmo transmitidos pelo canal estatal, mas com um atraso de 24 horas.
Infelizmente, o Lobo ainda não conseguiu perceber quem saiu vencedor da grande final: Coreia do Norte x Portugal. É pena, porque os camarões estão a estragar-se e o champanhe a perder o gás. Também não sei se devo ir para a rua apitar com o cachecol e as bandeiras, e festejar a vitória da nossa seleção, ou insultar o Ronaldo, o Pepe e o Rui patrício. O melhor é não entrar em grandes euforias, não vá o diabo tecê-las, e a equipa do Dear Leader Kim ter erguido a taça. Assim, evito fazer figuras tristes [já bastam os desgostos que o meu Porto meu deu esta época]. Por isso, não tenho outro remédio que não esperar, e, enquanto isso, vou-me animando com este fabuloso vídeo, que, de tão hilariante, faz o Ricardo Araújo Pereira parecer um comediante em início de carreira.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Crónicas de um Fumador [In]veterado

Fumo desde os dezoito anos. Tudo aconteceu numa viagem de finalistas a Palma de Maiorca com o clássico: “Deixa lá experimentar”. E experimentei. Até hoje. Com o tempo, a minha relação com o cigarro passou a ser pautada por um amor/ódio crescente. Se, por um lado, me sabia bem depois do café, numa noite de copos, e após uma refeição gratificante, por outro, acabou por se tornar numa muleta sem razão de existir. Cada espera, cada momento de solidão, cada situação de stress e ansiedade, eram preenchidos com um cigarro. Mesmo que o corpo não pedisse, a mente, mal-intencionada e manipuladora, a isso obrigava.

Comprar um maço de tabaco passou a fazer parte dos meus hábitos diários. E o hábito, já dizia o outro, é uma segunda natureza. Muitas vezes, na faculdade, passava o lanche ou outra refeição importante para poder comprar cigarros. Coisa assustadora, eu sei, mas o orçamento era curto. Nos últimos anos, a pausa para o cigarrinho fazia parte da rotina do Lobo. Sem perguntas nem questões. Era tão normal como comer ou dormir. Contudo, esta relação, aparentemente feliz, na verdade estava podre por dentro. O primeiro cigarro do dia deixava-me tonta, e irritava-me solenemente a obrigação de ter que comprar, como um alcoólico que não passa sem vinho, ou um drogado que precisa de cavalo para se levantar da cama.

Na verdade, nunca lidei bem com o facto de depender de um veneno assumido, que me iria provocar uma morte lenta sob o pretexto da [falsa] sensação de felicidade. Por isso, comecei a olhar para o maço de tabaco como a esposa que acha que ama o marido, mas, na verdade, acumulou tanto rancor que o odeia, e só espera a primeira oportunidade para se ver livre dele para todo o sempre. Assim andámos nos durante alguns anos.

Há cerca de três meses deu-se uma profunda alteração no nosso amor. Naturalmente, e sem perceber porquê deixei de ter vontade de fumar. A pausa para o cigarro pura e simplesmente deixou de acontecer. Os maços desapareceram da mala e comecei a apreciar a liberdade de só fumar em situações estritamente necessárias, nomeadamente quando saio à noite, e sempre em número muito reduzido.

Em simultâneo, comecei a notar diferenças no cabelo, na pele e nas unhas, que estão mais fortes sem aquele tom amarelado, horroroso de fumador. Honestamente, odeio, cada vez mais, o tabaco. Mas fumar nunca me deu tanto prazer. “E esta, Hein?”.