Me aguardem :)
sexta-feira, 4 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Caricato em Imagens #1
Curativo para automóveis com recurso a tecnologia de ponta, na inauguração de mais uma rubrica do Lobo.
Maleficent by MAC
Quem diria que a mítica vilã da Disney, interpretada por
Angelina Jolie no filme “Maleficent” foi caracterizada com produtos da MAC, uma
das marcas preferidas do Lobo? Para assinalar o momento, foi lançada uma edição
especial com produtos de maquilhagem inspirados na Bruxa Má que atazanou a vida
à “Bela Adormecida”. A linha é pautada pela sensualidade, elegância e luxúria, sem
esquecer o toque dark. Se pudesse
comprava todos.
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Saúde & Beleza
Um Dia Mau
Ontem acordei com vontade de cortar os dois pulsos. Passei uma noite horrível,
sem dormir, cheia de dores no corpo. Os analgésicos acalmaram-nas durante o dia, mas voltaram à noite, acompanhadas pela amiga febre. Dormitei
antes do jantar, mas acordei como se estivesse dentro de um barco, a navegar,
algures, entre os icebergues da Gronelândia. Quanto mais me mexia, mais enjoada
me sentia, e mais o estômago me doía. Obriguei-me a levantar. Após a décima
nona tentativa, decidi que a P*ta da dor não ia levar a melhor. Afinal, o Lobo
sou eu. Não havia nada para jantar em casa, e tinha que me obrigar a comer,
pois também me sentia a desfalecer [quer dizer, o
congelador até estava a abarrotar, mas não tive coragem para cozinhar]. Precisava baixar a
febre, mas também não haviam Benurons.
“Esta casa parece um campo de refugiados, mas com estantes de sapatos”, pensei.
Arrastei-me até ao carro e fui a casa dos meus pais. A minha mãe obrigou-me a
tirar a febre: 38ºC. Espectacular. Enfiou-me um Paracetamol goela abaixo, assim
como o caldo da massa de peixe. Realmente, mãe só há uma. A coisa lá começou a
melhorar. Volto para casa com sacos cheios de fruta, leite e outros alimentos
apropriados à minha condição de moribundo, e tento descansar. A febre volta a
subir. “Vou tentar um Brufen”, pensei.
Passada uma hora, a dita volta novamente a baixar. “Já me sinto com fome. Excelente
Sinal”. Deito—me e finalmente consegui dormir, com a esperança que o dia
amanhecesse bonito e com passarinhos a cantar.
Enganei-me. Voltei a acordar
com febre. E com isto avizinha-se o segundo "Dia Mau". Espetacular.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Fim-de-semana Supimpa - Paraíso e Belle Epoque
“A
Vida é bela quando se sabe o que fazer com ela”. Esta foi a frase que acabou de me ocorrer, mas que ilustra bem o último fim-de-semana do Lobo. O Sábado acordou
meio chocho, a adivinhar chuva. “Pronto,
ardeu. Lá vamos ficar a gramar com o mau tempo”, pensei. Ficámos no vai-não-vai
em relação ao passeio de barco, mas acabámos por sair, apesar dos aguaceiros. Foi,
sem dúvida, a melhor opção. O Sol abriu radioso e proporcionou-nos um dia
absolutamente fabuloso no paraíso que é a Arrábida. A praia do “Ribeiro de
Cavalo” foi o spot escolhido. Galhofa,
risada, boa disposição, mergulhos na água cristalina. Tudo regado com sangria
de frutos vermelhos e espumante. Nem em Saint Tropez se deve ter estado tão
bem. Sem dúvida um dia maravilhoso para mais tarde recordar.
Para a noite estava marcado um dos
eventos do ano: A festa da “Belle Époque”.
Mítica discoteca que funcionou, em Sesimbra, entre 1980 e 1996, fez as alegrias
[e
o júbilo] dos noctívagos da margem Sul e da
grande Lisboa. Após o seu encerramento, a memória ficou, e, em 2012, um grupo
de antigos funcionários decidiu organizar uma festa de “Remember”, em que
reuniu parte do antigo staff. Os
barmans, os DJS, os “apanha-copos”, os porteiros, o pessoal do bengaleiro era
praticamente o mesmo, o que nos fez viajar no tempo. Durante a festa, foram
projectadas fotos da antiga “Belle Epoque”. E constatámos que o tempo passou [as
rugas e os kilos apoderaram-se, à má fila, de algumas pessoas], mas a vontade de nos divertirmos
continua a ser a mesma.
Este ano o Lobo não podia, de forma alguma, faltar a este grandioso evento, organizado no Gliese Bar. Assim, e apesar de só ter frequentado o espaço nos últimos tempos [quem não se lembra das míticas festas da espuma?], compareci de “plumas e lantejoulas”. E foi excelente. Relembrei os bons velhos tempos, encontrei amigos e conhecidos que não via há 4894895 mil anos, pelo que passei a maior parte do tempo a “dar no social”. A música estava excelente. É sempre bom ouvir um som ao jeito “M80”, em que o DJ conheceu o auge da sua carreira no tempo do vinil, e vermos toda a gente, à nossa volta, super divertida, com um sorriso nos lábios, sem querer que a noite acabe. Mais do que uma simples Festa de Verão, este é um reencontro de amigos, uma homenagem aos velhos tempos, que ficaram guardadinhos lá no passado, mas que todos queremos repetir. Muitos parabéns à Organização. Estava tudo fantástico e proporcionaram-me uma noite inesquecível. Para o ano podem contar com a presença do Lobo, não à Porta, mas a curtir à grande no Dancefloor.
Este ano o Lobo não podia, de forma alguma, faltar a este grandioso evento, organizado no Gliese Bar. Assim, e apesar de só ter frequentado o espaço nos últimos tempos [quem não se lembra das míticas festas da espuma?], compareci de “plumas e lantejoulas”. E foi excelente. Relembrei os bons velhos tempos, encontrei amigos e conhecidos que não via há 4894895 mil anos, pelo que passei a maior parte do tempo a “dar no social”. A música estava excelente. É sempre bom ouvir um som ao jeito “M80”, em que o DJ conheceu o auge da sua carreira no tempo do vinil, e vermos toda a gente, à nossa volta, super divertida, com um sorriso nos lábios, sem querer que a noite acabe. Mais do que uma simples Festa de Verão, este é um reencontro de amigos, uma homenagem aos velhos tempos, que ficaram guardadinhos lá no passado, mas que todos queremos repetir. Muitos parabéns à Organização. Estava tudo fantástico e proporcionaram-me uma noite inesquecível. Para o ano podem contar com a presença do Lobo, não à Porta, mas a curtir à grande no Dancefloor.
Felizmente, o meu rico fim-de-semana não ficou por aqui. Domingo, levantar
tarde [na paz do Senhor], almocinho num restaurante
que eu AMO, o "Gula do Meko" [depois prometo que faço uma “Review”
sobre o dito], sornar
na praia, sonzinho do Sunset no Bar do Peixe pelo DJ Vitamine e, no final
do dia, churrasquinho com os amigos. O que mais se pode querer da vida?
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LifeStyle
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Crónicas da India # 12 - O Lobo em Goa
Após a fantástica visita a Mumbai, seguiu-se
o último destino da nossa viagem: Goa. A saída da cidade foi tudo menos
pacífica. Mais uma vez tivemos problemas com o comboio. Mesmo apesar de termos
feito as reservas com um mês de antecedência, a três horas da partida ainda
tínhamos cerca de 300 pessoas à nossa frente. E, ao contrário do que aconteceu em Delhi, não conseguimos
resolver o problema. Fazer a viagem de avião estava totalmente fora de questão
por causa do preço. Por isso, não nos restou outra solução que não viajar num
autocarro de terceira classe. A viagem durou cerca de dezassete horas. Pneus furados, “estações
de serviço” nojentas, com casas de banho “do além”, aconteceu-nos de tudo.
Dormir foi uma missão completamente impossível, já que passaram, em loop, filmes de Bollywood aos altos berros. Espetacular. Quando
estava pronta a cortar a jugular do motorista, lá chegámos a Margão, completamente
amassados. Parecia que o próprio autocarro nos tinha atropelado. Felizmente, a
inigualável hospitalidade indiana fez-nos esquecer tudo. A N., a L, e a Mama E., foram as melhores pessoas do
mundo, e receberam-nos como ninguém [o Lobo está cheio de saudades].
Margão, a cidade das especiarias, é um local mágico. A presença
portuguesa está bem vincada. O nome dos estabelecimentos, a fisionomia das
pessoas, a gastronomia, a toponímia das ruas, são reveladores de quinhentos
anos de História, bem presentes na memória dos goeses. Uma vez que são maioritariamente
católicos, estão-se a marimbar para a história das vacas sagradas, pelo que
pude provar, pela primeira vez na vida, língua estufada. E adorei. O
restaurante, o Longuinhos , o mais
antigo da cidade, é simplesmente fantástico e os pratos resultam da junção
perfeita entre a nossa gastronomia e o exotismo do Oriente. Uma vez que não tínhamos
muito tempo, optámos pela visita a Old Goa, berço da presença portuguesa na região. Património Mundial da UNESCO,
foi a capital da India portuguesa até ao século XVIII, sendo composta por Igrejas,
a “Basílica do Bom Jesus” e a “Sé Catedral de Goa”. Confesso que ver um Cristo
coberto de sangue na Índia é absolutamente arrepiante, uma experiencia única,
que jamais esquecerei. Estava a pisar solo português e não tive dúvidas disso.
Pangim e North Goa fizeram,
igualmente, parte do nosso percurso. Como também somos filhos de Deus,
decidimos passar o fim-de-semana numa estância 4*, com tudo a que tínhamos direito:
festa na piscina, spa, praia. Foi literalmente tudo à grande. Uma vez que o Resort era de um amigo da N., fomos
tratados principescamente e não nos cobraram a estadia. Aliás, para pagar a
comida tivemos que insistir muito. A hospitalidade indiana é de facto um
fenómeno inexplicável. Ao fim de três semanas de privações, finalmente consegui
sentir-me gente. O melhor foi quando me disseram para me arranjar porque íamos a
um Night Club em Cape Town.
Espetacular. Na mala só haviam andrajos bons para esfregar escadas. As indianas
estavam vestidas como se fossem para a red
carpet de Hollywood, e o Lobo parecia que ia limpar o Colombo às quatro da
manhã. Maravilhoso. Lá tentei encenar uma maquilhagem decente e conjugar um
vestidinho, que estava escondido no fundo da mala, com umas sandálias manhosas
que tinha comprado em Deli [e que se iam desfazendo à medida que a noite
avançava]. Confesso que me diverti à grande. Bebemos [álcool,
finalmente, e do bom], dançamos, conhecemos um monte de gente que queria ensaiar o seu
“português” connosco. Enfim uma festa. Por pouco não tinha trazido dez
potenciais maridos na bagagem, já que o meu querido e amado irmão teve a triste
ideia de gritar, em altos berros, que andava à procura de noivo para mim. Os “candidatos”
não perceberam a piada e ficaram realmente interessados em arranjar uma esposa
portuguesa. Bom, não é?
A experiência em Goa foi fechar com chave de Ouro a mais terrível,
brutal e espetacular viagem de toda a minha vida. Aprendi a controlar o
sofrimento, a esconder a dor física, a ficar indiferente a feridos e mortos, a
esconder a dó e a compaixão pelos pobres entre os mais pobres, a enxotar
crianças pedintes. A ignorar as pequenas coisas que não aceitamos no dia-a-dia,
como um restaurante sujo, ou lençóis cheios de gafanhotos. Afinal, mesmo à
porta havia gente a morrer de fome, com uma folha de jornal para se tapar.
Aprendi que tudo é relativo, que somos seres privilegiados por que nos puseram
no sítio certo à hora certa. Temos conforto, cuidados de saúde, família,
trabalho, uma casa. Por aqui está tudo bem. Por lá nem por isso. A India
levou-me a fazer uma profunda introspeção sobre o caminho que tinha percorrido
até então, as opções que tinha tomado, a importância da família, do Caeser, e
dos amigos, e o valor relativo de quem só tinha feito de lastro na minha vida,
e puxado para o fundo. Deixei a energia negativa que carregava com a oferenda
que deixei a Lord Shiva, no Ganges,
e, quando o avião descolou, sussurrei um: “Até Já”.
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