(Uma Pérola no Meio da Favela)
terça-feira, 27 de maio de 2014
Crónicas da India # 7 - O Lobo no Taj Mahal
A Idade e o Alemão [vulgo
Alzheimer] não perdoam.
Por isso, peço muita desculpa aos meus 5.75 leitores, mas houve um lapso nas “Crónicas
do Lobo pela India”. Ou seja, ao contrário do que havia escrito, de Jaipur não seguimos para Varanasi, mas sim para Agra, com o intuito de visitar uma das
sete maravilhas do mundo: o Tah Mahal.
Reposta a verdade, e tal como havia
referido, a viagem foi feita de comboio, tendo durado cerca de quatro horas.
Se, no início, as famílias indianas que nos acompanhavam olhavam para nós com
ar desconfiado, ao fim de pouco tempo já faziam sinal para tirarmos fotos com
os filhos ao colo. Não fossem os milhares de insetos [nomeadamente
gafanhotos. Espetacular.],
que se colaram ao meu cabelo, e a viagem teria sido perfeita, já que a simpatia
e a hospitalidade indianas são inigualáveis.
Em termos genéricos, Agra é uma favela gigante, criada em
torno do monumento mais belo e perfeito alguma vez criado pelo homem: o Taj Mahal. O nosso “Hotel”, de seu nome “Shyla”
[fixem
este nome para NÃO cometerem o mesmo erro que nós], ficava a 500 metros do dito, e era uma coisa indescritível.
Além de extremamente sujo, as “torneiras” tinham sido parcialmente comidas pelo
calcário, o que tornava um simples
duche uma tarefa hercúlea. Os lençóis já não deviam ser lavados desde os tempos
em que o Gandhi lutava pela independência da India. Felizmente tínhamos os
sacos cama, senão, desconfio que a viagem iria acabar ali, e que o regresso
seria feito dentro de um saco preto.
Logo que “assentámos arraiais”, a
nossa primeira preocupação foi comprar bilhetes para o Taj, já que não queríamos perder o nascer do Sol no seu interior. Após
algum tempo de gesticulação com um senhor que não falava um elefante de inglês,
lá compreendemos que, apesar de não fazer qualquer tipo de sentido, a
bilheteira ficava a cerca de 1km do Monumento, o que nos fez correr contra o
tempo. No entanto, o esforço valeu a pena, porque, às seis em ponto, hora da
abertura das portas, lá estávamos a usufruir de um momento mágico: O nascer do
sol no interior da mais bela das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, o qual
provoca um efeito único: a iluminação progressiva do mármore branco, de que é
feito o Monumento. Se alguma vez forem visitar a India, por favor, isto é algo
que têm M-E-S-M-O que ver, porque só acontece uma vez na vida.
Construído entre 1630 e 1652, o Mumtaz Mahal, mais conhecido por Taj Mahal, foi edificado pelo Imperador
Mogol, Shah Jahan, como túmulo para a
sua amada esposa Arjumand Bano
Begum, rebatizada, após o casamento, como Mumtaz Mahal, cuja tradução significa literalmente
“A Joia do Palácio”. Falecida aos 39 anos, durante o nascimento do décimo
quarto filho do casal, dizem as crónicas que o Imperador ficou devastado com a
morte do grande amor da sua vida, tendo, como última homenagem, desenhado o Taj. Uma das grandes particularidades do
Monumento é ser totalmente simétrico sob todas as perspetivas, sem qualquer erro
ou falha na decoração. A obra demorou 22 anos a ficar concluída, rezando as
crónicas que Shah Jahan mandou cortar
as mãos a todos os trabalhadores para que, jamais em tempo algum, algo de tão
belo fosse feito pelo Homem. E deixem-me acrescentar que acredito, piamente,
que a sua vontade foi feita, já que o Taj
pode ser considerado a joia entre as joias e a pérola entre as pérolas. É tão
belo e tocante, que é impossível conter as lágrimas perante a perfeição dos túmulos
do Shah Jahan e Mumtaz, que, até ao final dos tempos, jazem lado a lado, como símbolo
de um amor eterno, que nem a morte destruiu [Humpff, Lobo piegas].
A nossa visita foi tão mágica e
tocante, que é impossível contar por palavras, e nem as imagens falam por si.
Diz-se que estava prevista a construção, na outra margem do rio, de um túmulo
igual, mas em mármore preta. No entanto, a deposição do Imperador por um dos
seus filhos, impediu a sua construção.
De referir que estávamos tão cansados por
nos termos levantado às cinco da matina, que acabamos por nos deitar no chão do
complexo e adormecer profundamente. Ao acordar, estávamos completamente
rodeados por indianos a fotografar-nos, já que deve ter sido a primeira vez na
vida que viram sem-abrigos brancos.
Publicada por
Unknown
à(s)
13:30:00
Sem comentários
:
Enviar a mensagem por email
Dê a sua opinião!
Partilhar no Twitter
Partilhar no Facebook
Partilhar no Pinterest
Etiquetas:
À Volta do Mundo
,
Viagens
segunda-feira, 26 de maio de 2014
O Poder do Amor: A Crónica do Lobo
Amor,
esse bonito sentimento, que enobrece as pessoas e torna o mundo um lugar mais
bonito e feliz. Bem, vamo-nos deixar de conversa da treta e chegar ao que
interessa. Tal como os meus 5.75 leitores sabem, o Lobo não resiste à estreia
de um programa de tão elevado teor cultural para a nação como: O Poder do Amor. Que se lixe a actuação
do Robbie Williams no Rock in Rio. Que se danem as
eleições. O que importa é ver a performance de divas televisivas que julgávamos
[há muito] enterradas na tumba. Cátia Palhinha, Gisela Serrano, Cláudia
Jacques, o vosso inigualável glamour brilha,
ainda mais quando acompanhadas pelos digníssimos esposos. E se tentarem, a duras penas, provar ao mundo que o vosso
Amor é mais verdadeiro do que os “Rolex” comprados a um euro e meio no bazar do
chinês, melhor. Aliás, muito melhor.
Assim
sendo, o Lobo fez estalar pipocas no micro ondas, viu tudo com muita atenção, e
eis os momentos que devem, para sempre, ficar gravados nos nossos corações:
- O ET
era a Criatura de aparência mais normal que estava dentro da Casa;
- A Cátia
Palhinha revelou-se. Além de reclamar com o tatuado Márcio por este ter tido a
SIMPATIA, a AMABILIDADE e a ATENÇÃO, de lhe levar a porra do pequeno-almoço à
cama, só porque não havia Croissant, [coisa perfeitamente normal no
nosso dia a dia, não é meninas? Haver um gajo caridoso que nos leve o breakfast à caminha], ainda
teve o DESPLANTE de, na prova do estrume, esconder uma caixa que não era a
dela. Tssss, o Lobo ficou muito desiludido consigo menina Cátia. Que atitude
feia. Assim não vai ganhar o títalo da mais popularucha, ouviu? E se a
popularidade cair, no próximo Reality
Show vão “esquecer-se” de si.
E, pior, ainda corre o risco de ir servir cafés para a gelataria do Zezé
Camarinha. Por isso, acalme-se, e volte ao papel desgraçadinho do costume.
Estamos entendidas?
- A
“estratégia de jogo” da dita também é algo digno de nota. Nem o próprio
Einstein chegaria a uma conclusão tão brilhante. Ora bem, se temos pouco dinheiro,
se corremos o risco de ser eliminados, o que é que fazemos? Apostar quase nada
na prova seguinte, para ainda ficarmos com menos. Fenomenal [até a
Barbara Guimarães percebeu, que a dita estratégia estava ao nível do plano de
salvamento do Titanic].
- Os modelitos escolhidos para executar a
“Prova do Estrume”, eram simplesmente fantásticos e especulares. Vejamos, se
vamos chafurdar em Cocó de Vaca, qual será o outfit mais apropriado? Vestidinho justo, curto, e saltos altos,
ora pois com certeza. A Cláudia Jacques bateu todos os records: vestidinho
branco e sandálias rosa choque, de salto [novas e trazidas de Nova Iorque,
segundo o esposo. Até podem ter sido compradas em China Town, mas, ainda assim, o que importa é que
vieram de Nova Iorque].
- Das
duas, três: ou a maquilhadora da Barbara Guimarães baldou-se; ou a dita saiu
directamente do solário para o estúdio; ou, então, os produtos já não fazem
efeito [eu aposto mais nesta última].
- E por falar na nossa Bárbara, quem terá sido o génio artístico
que lhe escolheu os modelitos? Palpita-me que deve ter apostado no tema:
“Recordar é Viver”. E musas inspiradoras
não lhe faltaram. As madrinhas [dos últimos 20 anos] da “Marcha da Madragoa”, as apresentadoras do saudoso “Skin
de Ouro”, [quem não se lembra da pequena Maria Armanda a
cantar esse grande hit dos anos 80: “Eu vi um Sapo”. Agora trabalha na
caixa de um supermercado, mas isso agora não interessa nada], a própria Bárbara, mas nos tempos em que apresentava o saudoso: “Chuva de Estrelas” [já lá vão 478474745 anos]. Enfim, deve ter dado asas à imaginação, o que foi bem notório
ao longo das múltiplas aparições da nossa estrela maior.
- Gisela Serrano. Ahhh a nossa Gi. Está exactamente onde a deixámos nos tempos
do MasterPlan. O mesmo charme, o mesmo bom gosto, a mesma boa
educação. Só que com uma diferença: este namorado tem um ar mais normal. [E também o espírito de sacrifício de um Santo. Ou Imaginem-se
vocês acordar pela manhã, espreguiçarem-se, abrirem os olhos, e dar com a
fronha da dita? Não é para todos. Tem que se ser muito macho].
É tudo, por agora.
José Pedro Vasconcelos faz o Report da Gala dos Globos de Ouro para o “5 Para A Meia Noite” - Parte II
Vejam só este. Para o ano há mais. Fuiiiiiiii!!!!!!
domingo, 25 de maio de 2014
José Pedro Vasconcelos faz o Report da Gala dos Globos de Ouro para o “5 Para A Meia Noite”
Eu
sei, eu sei. Eu sei que prometi calar-me com a Estória dos Globos de Ouro. Mas este report do José Pedro Vasconcelos para o “5 Para A Meia Noite” está
genial. As minhas saídas preferidas foram: dizer ao Pinto Balsemão que,
certamente, gastou mais de mil euros a organizar a festa; brincar com as “mulheres
repolho”, vestidas como um: “Outono que não chegou”; meter-se com a Lili Caneças,
cujo modelito “parecia um misto de
louva-a-Deus com amêijoa”; contribuir para a queda da Joana Ribeiro na Red Carpet, sempre com o humor que bem
lhe conhecemos. Também galanteou a Sónia Brazão com “estás cheia de gasaranina e és uma brasa”, e avisou o
guarda-costas da Lady Betty e do Castelo Branco que “eles são um embrulho e não
pagam no final”.
Em
suma: Um grande e mega divertido momento de TV, que devem ver com os vossos
próprios olhos.
Subscrever:
Mensagens
(
Atom
)







