domingo, 27 de abril de 2014

De Mala Aviada

Tal como vos tinha contado nesta fantástica e espetacular crónica o Lobo aviou a Mala, e, neste preciso momento, está algures num destino quentinho a bronzear o pelo, algures numa piscina longe de si [ou então, a esvair-se em cenas, como aconteceu na India]. Desta feita, escolhi um continente para onde nunca tinha vindo. Uma vez que a viagem é Low Cust, e apenas trouxe mala de cabine, a bagagem teve que ser reduzida ao mínimo para conseguir o milagre de comprar alguns recuerdos.

A ajudar à festa, as variações térmicas por estes lados são grandes, ou seja, entre 14 e 31º C. Assim sendo, não me restou outra alternativa que não vir preparada com farpela todo o terreno. Para Lobo que é Lobo [ou gaja que é gaja] existem artigos imprescindíveis, nomeadamente: maquilhagem; alisador de cabelo; cremes; sapatos; roupa para usar durante o dia e para sair à noite. Após muitas voltas à imaginação, e tendo em conta que são apenas quatro dias, além do necessaire, e no que toca a trapos, apenas trouxe o básico dos básicos, nomeadamente: um bikini; duas leggins; cinco camisolas finas; duas camisolas quentes; um casaco; um par de Havaianas; dois calções; dois vestidos; um pareo; um par de sandálias rasas e outro de sandálias altas [just in case]. Isto tudo para vos dizer, meus 5.75 leitores, especialmente a quem tem a mania de viajar com o armário atrás, que chega perfeitamente e não estou a repetir roupa. Um truque importante para este feito, é o facto de vestir as peças que ocupam mais espaço, porque os fascistas da Ryanair não perdoam. As medidas da mala têm que ser cumpridas à séria, senão vai para o porão e temos que pagar cerca de trinta euros. E nem pensem em levar bolsa à tiracolo [sinceramente, também ADORO esta palavra] porque os amigos não perdoam.


Posto isto, vou só ali beber um chá de menta e continuar a tirar fotos e a registar tudo para depois vos contar as “Crónicas das Viagem”, pois eu sei que vocês são poucos mas são fiéis :) 

Lobo Pechincheiro # 1 - Campanha Vichy: Descontos até 75%

 O Lobo, que é um ser muito poupadinho, descobriu que a Vichy está a fazer uma campanha de descontos até 75%


Assim sendo, adquiriu três produtinhos: um BB Cream, uma base, e um liquido de limpeza pelo módico valor de 28 euros. Espetacular, até me vieram as lágrimas aos olhos, porque, cada vez que me meto nestas andanças, gasto sempre 60 ou 70 euros. Estoicamente, resisti à tentação de comprar a farmácia inteira. Atenção, porque a campanha termina no dia 30 de Abril. 

sábado, 26 de abril de 2014

Passatempo – Ganhe uma Viagem à Tailândia com o Diário de Notícias

Tailândia, destino de sonho, onde a magia do Oriente se cruza com praias paradisíacas, cenário de filmes de Hollywood, onde todos nós sonhamos viajar.

E porque não passar do sonho à realidade? O Diário de Notícias dá-lhe uma mãozinha, com o passatempo “Amazing Romance in Thailand”, em que poderá ganhar uma viagem, para duas pessoas, a Bangkok e a Phuket. E o que tem de fazer para se habilitar a este fantástico prémio? Simples, muito simples. Dê asas à sua imaginação e, entre 14 de Abril e 11 de Maio, crie um vídeo de 3 minutos sobre como imagina a sua viagem à Tailândia. Publique-o na página do Facebook  da Revista "Volta ao Mundo", do Diário de Noticias. A votação decorrerá entre 12 e 18 de Maio, e o júri escolherá um dos três vídeos mais votados.

Consulte o regulamento completo Aqui. Caso ganhe, escreva uma crónica sobre a sua experiência na Tailândia, que o Lobo [Mau] terá todo o gosto em publicar nesta humilde tabanca :) 



sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril, a mais genial das Crónicas

Sobre o 25 de Abril, só me apraz partilhar convosco esta crónica brilhante do Ricardo Araújo Pereira na Revista Visão. 

E nunca se esqueçam "A Palavra é uma Arma". 

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Travel Report # 3 -A Crónica da Cris Conq sobre a Viagem de Mergulho ao Mar Vermelho

É com enorme felicidade que o Lobo publica a crónica da amiga do coração [e da onçaCris Conc, sobre uma das suas viagens de mergulho ao Mar Vermelho - Egipto:

«Amiguinha do meu coração!!! Pediste-me que te fizesse um relato de uma das minhas viagens… e claro para mim as de mergulho falam sempre mais alto!!!
Sinceramente é-me difícil escrever porque todas elas deixaram saudades pelas descobertas feitas e sítios visitados…
Por isso resolvi recuperar o relato que efetuei sobre a minha primeira DiveTrip ao Mar Vermelho em 2009, no nosso velho blog http://mardachincha.blogspot.pt/ ....

Espero que gostes… quando a mim… esta e outras deixaram saudades … eu ADORO viajar…


EGIPTO - MAR VERMELHO


Perdoem-me os meus chincheiros se não escrevi nada sobre o Mar Vermelho em devido tempo. Acreditem que ainda hoje não consigo expor as emoções vividas... apenas consigo dizer que ... foi bom demais ... e que quero lá voltar assim que poder... cenários irreais de recifes de corais, de drop offs, de peixinhos de milhentas cores, tubas, enfim... na certa não existem muitos por aí... eis apenas o que consigo dizer... não há palavras para descrever e se as há, nunca servirão de muito...

Os Spots:

*Guta Marsa Alam
(por ser o primeiro não vou esquecer aquele afundar lento num azul indescritivel e deparar-me de repente com uma irrealidade daquelas...
No final do mergulho disse ao Tz: "Isto não existe!!" e ele respondeu: "Tu ainda não viste nada miúda!!!" e tinha razão!!!)

*Habiley Marsa Alam

Small Brother

*Small Brother
(aquele calhauzito que vêem na foto de cima esconde um universo inimaginável lá em baixo... é de tirar a respiração naquele azulão magnifico de um lado a perder de vista e do outro um colorido indescritível... num dos mergulhos bati o meu record de profundidade 43,5mts num mergulhinho de 40')


(Oceanic Shark - Foto Eduardo Gomes)

*Big Brother
(aaaaiiiiiiiiii porra... que saudades disto tudo!!!!)
*Middle Reef (ao largo de Safaga)
(Meu Deus tamanha beleza não existe. Para mim de longe o melhor spot... pela beleza incrível e multicolorida dos peixes, dos corais, das formações, da drift, do azul... mais uma vez aquele azul ....)

(Middle Reef (eu e Tz) - Foto Carlos Monteiro)

*Shaab Shear
 (foi um SunSet dive fabulástico... dele recordo o fantástico bailado dos lionfishes numa gorgónia gigante...)

*Salem Express
(um mergulho fantástico coroado pelo fascinante Frog Fish... mas não falemos do resto)

(Frogfish no Salem Express - Foto de Nuno Santos)


*Panorama Reef
(humf que saudades...)
Quanto às criaturazinhas recordo com saudaditas mil:

os neminhos (clownfishes), os angelfishes, os batfishes, os napoleões (que pareciam gatinhos faltando só ronronar), as moreias gigantes, as blue sptotted ray (lindaaasss!!!), os cirurgiões, os parrotfishes, os atuns, as barracudas (recordo e bem a que nos recebeu na Small Brother no 1º mergulho), os peixes corneta, os lionfishes, o froffish (claro), a tartaruga, e claro só podia os tubinhas oceanic pontas brancas e os martelo (HiHi :D). E todos os outros minusculos peixitos que se escondiam em perfeitas bolas de coral... BRUTAL, brutal mesmo!!!

The Team:


Fica a foto de referência ao "The Lingua Group"
E já agora não posso esquecer os nossos guias

MOHAMED


AKRAM»

Pelos Sabores de Portugal – Pasteis de Belém.


Aviso desde já, meus 5.75 leitores que o Lobo não é grande fã de pastéis de nata. Mas sei que é um importante símbolo da gastronomia do nosso país. Em Macau e na Expo Shangai achei-me no dever de comer um “Egg Tart”, só para não parecer mal. E, muito sinceramente, os chineses conseguem o brilharete de fazer uma versão pior do original, já que a receita oriental, não passa de uma base se massa folhada recheada com uma espécie de pum flan manhoso.

À Volta da India # 4 – Jaipur, a Cidade Cor-de-Rosa

Tal como havia relatado, a saída de Deli foi horrível. Para começar, a intoxicação alimentar quase acabou com o Lobo. A febre, os vómitos, os desmaios, fizeram com que achasse literalmente que ia morrer. Por outro lado, tivemos um problema gravíssimo com os bilhetes do comboio. Apesar de terem sido reservados com um mês de antecedência, oito horas antes da partida ainda não tínhamos recebido a confirmação. Após sucessivas idas à New Delhi Railway Station, em que o senhor do guichet [já tinha dito que A-D-O-R-O esta palavra?] não nos dava qualquer explicação e nos encaminhava para um Posto de Turismo que se encontrava encerrado, o desespero apoderou-se de nós. Em primeiro lugar, não tínhamos plano B. Ir de táxi ou de autocarro estava fora de questão porque as estradas indianas são horríveis, e o avião era caríssimo. Sem saber o que fazer, perguntamos ao recepcionista do nosso Hostel [o tal que queria chamar o curandeiro para me salvar], se, por amor a Ganesh, nos poderia ajudar. Assim que descobriu que o meu irmão vivia em Bangalore, criou-se uma afinidade entre os dois que o levou a fazer um telefonema, e pufff. Fez-se, não o Chocapic, mas três fantásticos e espetaculares bilhetes de comboio. (Nota: Para quem está de mala aviada para a India, muita atenção aos transportes. Não se esqueçam que, a esse nível, o país funciona mal, e, o melhor, é reservarem bilhetes na quota para estrangeiros, que são mais fiáveis).
A viagem de comboio durou cerca de 6 horas e foi feita em 3ª classe. As camas [vulgo tábuas] eram razoáveis, e, por oito euros, também não se podia pedir mais. Ao nosso lado viajou um simpático casal sénior que quis saber tudo sobre a nossa vida, e que ficou muito intrigado por o meu irmão ainda não me ter arranjado marido. [LOL]
Quem viu a novela da Globo: “O Caminho das Índias”, seguramente está lembrado de Jaipur, a cidade Cor-de-Rosa, e a maior do Rajastão. Confesso que não estava no auge da moral e da forma física para a apreciar convenientemente. Contudo, não deixei que a febre levasse a melhor. O nosso HOTEL, sim, escrevo HOTEL em plenas teclas porque, em toda a viagem, foi o único digno desse nome, o Sunder Palace era realmente maravilhoso, apesar do preço um pouco elevado para standards indianos: cerca de 15 euros por noite.
Ainda não tínhamos pousado as malas, e já os condutores de Rickshawo célebre transporte indiano, gritavam à nossa volta, com ofertas de City Tours. O meu irmão, rapaz pragmático e habituado a estas andanças, lá conseguiu negociar uma visita de quatro horas por 600 rupias (cerca de nove euros). O Nosso condutor, de seu nome Nana, tinha 75 anos e cabelo vermelho, pintado com hena, segundo o próprio para atrair as moças novas. Outro pormenor curioso era o facto de não parar de mascar folhas de Paan misturadas com tabaco, o que lhe deixava os dentes, ou o que sobrava deles, completamente vermelhos. Como prova da sua competência, mostrou-nos fotos suas com turistas do mundo inteiro, bem como as mensagens de agradecimento, demonstrando que o negócio do Rickshaw também tem os seus segredos de marketing.


Nana
Como dispúnhamos de apenas de um dia útil para visitar Jaipur, tivemos, com grande pena nossa, de abdicar do famoso Templo dos Macacos. A primeira paragem foi feita no Jaigarh Fort, uma construção do século XVIII absolutamente notável, com uma vista belíssima, onde o Nana nos contou a história de um Imperador que caçava animais naquelas montanhas e, por isso, foi amaldiçoado por um homem Santo, tendo morrido em agonia, após chacinar todas as esposas. Ao nosso ar pouco crédulo, garantiu-nos que a lenda era verdadeira porque lhe havia sido transmitida pelo avô, e que nos éramos uns afortunados porque não estava escrita nos guias turísticos e só ele a poderia contar. Mais um golpe do Rickshaw – Marketeer.


Jaigarh Fort

Em seguida, dirigimo-nos ao Amer Fort, onde nos cruzamos com dezenas e elefantes e camelos, destinado ao transporte dos turistas. Optamos por caminhar, já que não simpatizamos com a forma como, aparentemente, tratam os animais. [E muito pessoalmente, já tinha andado de elefante em Bali e confesso que tenho algum receio]. Verdadeira pérola do Rajastão, foi construído entre os séculos XI a XVIII, consistindo numa espécie de Medina Islâmica fortificada. A subida, acompanhada por música muçulmana, e pelo cheiro da comida  vendida nas ruas, transporta-nos para um verdadeiro cenário das “Mil e Uma Noites”. 



Amer Fort, Vista exterior da Cidadela

Encantadores de cobras; vacas pintadas; pedintes, pessoas com balanças para nos pesarmos [Oi? WTF??] e vendedores de roupas e outras bugigangas, abundam pelas ruas.  O interior é absolutamente fantástico, com jardins lindíssimos e fontes de água, que tornaram a visita absolutamente inesquecível. Durante o percurso, fomos abordados por vários indianos que nos pediram para tirar fotos, o que nos fez sentir uma espécie de estrelas de Bolywood [ou curiosidades de circo]. A maior parte das atenções foi dirigida à nossa amiga polaca I., a qual, segundo nos contaram, é parecida com uma artista americana muito conhecida na Índia.


                                                       Pedinte, com a sua vaca sagrada 


Entrada na Cidadela 

Interior do Amer Fort

Os fantásticos jardins

Ganesh

A esplendorosa decoração 


Caravana de elefantes

Outro ponto que não podemos perder foi o Jal Mahal, cuja tradução literal quer dizer “Palácio na Água”. Construído no meio do Lago Man Sagar, data do século XVIII, e a sua beleza vai muito para além as palavras. A calma, a paz e a tranquilidade que nos transmite, transformam-no na mais bela pérola do Rajastão. E para entenderem o vos quero transmitir têm MESMO que o visitar e tirar as vossas próprias conclusões.      


Jal Mahal, de cortar a respiração  

A visita à Cidade Cor-de-rosa, passou, igualmente, pelo City Palace, onde estão expostos alguns dos maiores tesouros da cidade, e pelo famoso Hawa Mahal, ou "Palácio do Vento", verdadeiro símbolo da região, e por uma tinturaria tradicional indiana, onde comprei um Sari de cerimónia, vermelho e dourado. Infelizmente, o Lobo combalido não conseguiu degustar as fantásticas iguarias gastronómicas do Rajastão, as quais, segundo os meus queridos companheiros de viagem, eram fantásticas.  [Sorte para a avozinha do Capuchinho].  

Palácio do Vento

City Palace


City Palace

Encantador de Serpentes