quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
À Volta da India # 2 - Crónicas de Nova Delhi
“Se alguém quiser verificar se tem realmente espírito de viajante, é pela Índia que deve começar”
(João Paulo Peixoto, primeiro português a visitar os 193
países reconhecidos pela ONU).
Antes de partir para a Índia,
escrevi este post no meu saudoso blog: "À Volta do Mundo", em que fazia uma
previsão do que ia encontrar. Curiosamente, bateu tudo certo. E acertei num
pormenor muito importante: “foi a melhor e a pior viagem de sempre, o que fez
com que se tornasse inesquecível”.
Tal como havia referido, começamos
por Nova Deli. Aterrar à uma da manhã, sozinha com a S., e ter um indiano, com
aspeto [muuiiito]
duvidoso à nossa espera, não foi a cena mais fixe deste mundo. Mas tivemos que
confiar. O meu irmão vinha de Bangalore e só ia chegar no dia seguinte. Por
isso, que remédio tivemos nós se não entrar na carrinha do “Fintas” e seguir para o
Hostel, na zona velha da cidade.
Deli é uma cidade esmagadora. Com
cerca de 11 milhões de habitantes, e apesar de ser a capital da Índia, é um dos
locais mais conservadores do país, em que o lixo, as vacas [sagradas, e não, não vou fazer nenhuma piada com o tema], os sem-abrigo,
o esgoto a céu aberto, as estradas de lama, e o trânsito caótico, fazem com
que, num, primeiro embate, o incauto turista se sinta tentado a fugir e apanhar
o primeiro voo para um local civilizado. Existem alguns cuidados básicos a ter,
já que cerca de 70% dos ocidentais adoecem no Norte da Índia. Evitar água da
torneira, bebidas com gelo, comida de rua e alimentos crus, é essencial para
quem quiser sobreviver. Por outro lado, e especialmente no que toca às
mulheres, a história das violações, não é tanga. As agressões sexuais são
relativamente comuns, por isso a roupa que se usa é um aspecto muito importante
a ter em conta. Não me perguntem como nem porquê, mas os Indianos ficam loucos
com ombros à mostra. Elas podem mostrar o decote e a banha da barriga, agora os
ombros é que não pode ser. Eu, a conselho [e imposição] do meu irmão, deixei as minhas “farpelas”
ocidentais em casa, e comprei quase tudo lá. Calças à “Aladino”, túnicas largas
e t-shirts à “tronga”, foram os meus melhores amigos durante três semanas, a
ponto de os assumir como normais, o que é verdadeiramente assustador.
O nosso alojamento era razoável,
apesar de não ser o sítio mais limpo do mundo. Felizmente levei um saco-cama de
Verão, que comprei no Amazon, já que dormir naqueles lençóis estava
COMPLETAMENTE fora de questão. Desde o primeiro momento que acertámos que a
viagem seria low cust, pelo que, por
quatro euros e meio por noite, até nem ficámos mal servidos.
Ao nível dos pontos de interesse,
a cidade é absolutamente fantástica, encontrando-se pejada de Monumentos classificados
como “Património Mundial da UNESCO”. Uma vez que o tempo não chegava para tudo,
tivemos que fazer opções, e este foi o nosso Périplo: “Conhecer Nova Deli em
três dias”:
- Monumentos classificados pela UNESCO: Red Fort (ou Forte Vermelho), construído no século XVII, é um exemplo
icónico da arquitectura indiana, sendo apelidado como “maravilha superior às prometidas no paraíso”; Qutb Minar, o minarete de
tijolo mais alto do mundo, e o Humayn´s Tomb, mausoléu
construído no século XVI, cuja beleza e perfeição nos transportam para os
contos das “Mil e Uma Noites”.
- Monumentos emblemáticos: Jama Masjid, a grande Mesquita da cidade, edificada no século XVII, e a
maior de todo o país. Recomendo a visita feita ao pôr-do-sol, para assistir à última
oração do dia e à impressionante multidão de crentes, vestidos de branco, que a
invadem; Lotus Temple, local absolutamente fantástico, em que a
beleza arquitectónica se alia à tolerância religiosa, já que foi feito para os
devotos de “todas as religiões do mundo”, e, por último, o Índia Gate,
memorial oferecido pela Inglaterra como agradecimento pela prestação dos soldados
indianos na I Guerra Mundial.
- A parte islâmica da cidade, com
o seu grande mercado, que vale mesmo a pena visitar, já que a cultura muçulmana
se acaba por fundir com a hindu, o que lhe confere uma particularidade única.
- Além dos locais turísticos,
optamos por visitar mercados que não vêm nos guias e que nos permitiram
contactar com a “Índia Real”, que os filmes de Bollywood não mostram. Talvez, por isso, tenhamos optado por ficar
na zona velha, que, apesar do lixo, da miséria humana, [que, inconscientemente, acabamos por aceitar como “normal”,
por mais cruel que isto vos pareça], e do trânsito caótico, é, ao mesmo
tempo, mais real e genuína.
Se nos conseguirmos abstrair do
choque inicial, Nova Deli acaba por se tornar numa cidade encantadora, com um
cheiro muito característico a arroz e especiarias, em que os habitantes são
afáveis e simpáticos, apesar de nos estarem sempre a tentar “chumbar” umas rupias. Aqui experimentei um dos melhores restaurantes onde já comi na vida:
o Karim´s. De cunho muçulmano, é considerado
o melhor restaurante não vegetariano da cidade e um dos melhores da Ásia.
A visita a Deli teria corrido
sobre rodas, se o Lobo Mau [e
espertalhão] não tivesse achado que estava tudo muito bom, mas que iria
ficar óptimo se tomasse um brunch com
ovos estrelados [gema a cair
sobre as torradas, incluída]. Em minha defesa tenho a dizer que o local
em questão tinha um “catrapázio” gigante na entrada a dizer “Recommended by Lonely Planet [esse guia bíblico do viajante],
pelo que achei que não deveria haver problema. Raciocínio errado, muito errado.
Devo dizer que comecei a vomitar compulsivamente, ao ponto de quase desmaiar
dentro do metro de Deli, e de, no Hostel, o recepcionista querer chamar o “médico”
[aka curandeiro], o qual obviamente dispensei. Preferi optar por tomar o antibiótico [que o santo médico da Medicina do Viajante me havia receitado], e que teimava em não fazer efeito. Após o segundo dia, o
périplo por Deli foi feito a duras penas e a toque do soro em pó. Já que não
conseguia comer nada sólido e o calor e a humidade eram insuportáveis. Quando partimos para Jaipur, recordo-me de estar
na estação de comboios, que é absolutamente inarrável, com centenas de pessoas
a dormir na rua, e crianças a deambular na linha férrea, sob risco de morrerem
esmagadas, e de dizer ao meu irmão: “A viagem acabou aqui. Vou morrer e nunca
mais vou ver a mãe”.
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Travel Report # 1 - A Crónica da Guilhim sobre a viagem em "Terras de Sua Majestade"
É com uma enorme alegria que o Lobo vê a sua grande amiga Guilhim, do Blog Ver(de)Agua, inaugurar esta nova rúbrica. Muito obrigada, estou cheia de saudades.
«O Lobo, companheiro de
viagem vai para oito anos, desafiou-me para falar de um destino. Tarefa
difícil. Felizmente as viagens que faço são quase todas óptimas experiências.
Não tendo tantos carimbos na caderneta quantos o Lobo, tenho a sorte de já ter
espreitado uma meia dúzia de cantinhos da nossa ervilha azul. A questão passa a
ser como escolher. Locais distantes e exóticos ou destinos banais mas com
história... Decidi-me pelas segundas. Nos últimos anos poderia escolher entre
Barcelona – a primeira viagem a dois -, Londres e Escócia – como a viagem mais
low budget de todos os tempos -, ou Holanda – a primeira viagem a três. Como é
no meio que está a virtude decidi-me pela visita ao País de Sua Majestade.
Ponto prévio: as nossas
viagens põem o “low” no “cost”! Basicamente, não temos um chavo, mas gostamos
de viajar. Poupamos o que conseguimos; os presentes de natal de aniversário são
convertidos em bilhetes de avião e estadias; viajamos na época baixa (e à conta
disso rapamos um frio descomunal). No que falta, puxamos pela imaginação e
pelas connections (onde houver um sofá disposto a nos acolher nós aceitamos).
Comemos no supermercado, andamos a pé que nos fartamos e não damos suvenires a
ninguém! Na viagem a Londres-Glasgow-Edinburgo-Arran Island levamos a coisa ao
extremo. Mas vamos lá dar o pontapé de saída à coisa.
Ora, em 2012 era
imperativo sair para ir arejar ideias! Defendi a tese de doutoramento logo no
início do ano e pouco depois disso perdemos o nosso Bogas. Estava tudo mais ou
menos caótico, portanto. A escolha do destino inicial – Londres – estava feita
por defeito porque a minha irmã estava a viver por lá mas resolvemos dar uma
incrementada na experiência. Olhamos para o mapa e resolvemos que queríamos
espreitar a Escócia. Normalmente, só nas vésperas de abalarmos é que compramos
o guia do destino (da American Express) e vamos durante a viagem a olhar para
ele para fazermos termos uma ideia do que queremos fazer. Assim, no que
respeita a Londres no essencial tínhamos a rota definida e sempre na lógia do
gastar pouco o que em Londres é fácil. Há um sem fim de bons museus (nós
gostamos de museus e em particular de arte) que são gratuitos e há passes de
metro e autocarro combinados (oysters) que saem muito em conta. Vai daí e
dividimos a cidade e visitamos o que queríamos em 2-3 dias:
- Hyde Park: dá
para relaxar enquanto se atravessa grande parte da cidade e é lógico, não se
paga nada;
- Portobello e
Notting Hill: é o turistame acamado mas dá para lavar as vistas com coisas
giras;
- St. Paul’s
Cathedral: uma das melhores vistas de Londres! Dá para sentir o peso da
história e sair com a sensação de que se aprendeu alguma coisa. Paga-se mas é
pouco;
- Tate Modern:
FUNDAMENTAL! É uma galeria fantástica mesmo para quem não é artista (que é o
meu caso) e para os artistas serve de recreio (o caso do meu homem). Passa-se
lá um dia inteiro e por isso é preciso ter cuidado para não desperdiçar horas
que estejam contadas. Cereja no topo do bolo: para visitar as exposições
permanente não se paga;
- National Portrait
Gallery: ali mesmo ao pé de Trafalgar Square. É giro e grátis;
- Piccadilly
Circus: muita gente e muito movimento;
- London Tower;
London Bridge; Globe Theater; Houses of Parliment; Big Ben...: vimos tudo de
fora, ora porque se pagava ou porque estavam filas épicas de gente.
- Ainda fomos à
City, andámos um bom bocado em Southbank no Queens walk e claro demos aos
mercadinhos vintage que se encontram...
Possivelmente falta alguma
coisa...
Para além dos cromos da
caderneta sabíamos que ainda queríamos comer um bom fish ‘n chips e uma pint n
um pub. O único almoço que não fizemos a partir das prateleiras do Sainsbury ou
de um Tesco foi num pub. Cada um de nós aproveitou para pedir uma especialidade
inglesa e viemos de lá de barriguinha cheia. Numa das noites em que lá
estivemos jogava o Benfica contra o Chelsea. Como a casa da minha irmã ficava a
meia dúzia de metros do Stamford Bridge apercebemo-nos de toda a emoção e
movimentação típica dos adeptos ingleses e ainda passamos pela experiência de
sermos barrados em todos os sport pubs de Chelsea por sermos Benfica fans... Lá
descobrimos um que, por não ser um pub desportivo, nos deixou ficar e beber
umas bejecas.
Depois destes dias fomos
de comboio rumo a norte para vermos alguma coisa da Escócia. A viagem por si só
já é parte da experiência. Durante as 4 ou 5 horas são hectares de verde,
ovelhas, casas rústicas e mais o que se possa imaginar. O nosso destino era Glasgow. Porquê Glasgow? Porque para além de central, de ter uma boa rede de transportes
é menos turística e por isso, mais barata no que diz respeito ao alojamento. A
cidade em si tem pouco que ver – o cemitério medieval, a galeria de arte
moderna, a catedral, o canal e pouco mais – e não é especialmente bonita mas,
ainda assim, dá um bom dia de visita. O grau da nossa pelintrisse revelou-se no
dia da nossa chegada... Não tínhamos uma faca para prepararmos as refeições que
fazíamos com o que comprávamos no supermercado, por isso resolvemos ir a uma Pizza
express (uma espécie de telepizza no requinte e qualidade) para pedirmos a
pizza mais barata que houvesse e roubarmos a faca para os dias seguintes. O
cúmulo foi ter-me esquecido de deixá-la algures e tê-la comigo no check point
do aeroporto...»
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Travel Report – A Crónica do Convidado.
Tal como já tiveram oportunidade
de reparar, o Vosso amigo Lobo tem um fascínio [obsessão] por viagens e um gosto enorme por
relata-las. No entanto, não existem duas viagens iguais. A nossa experiência de
vida, a nossa sensibilidade, e, até, o nosso estado de espírito, influenciam
cada momento, cada vivência, cada recordação.
Foi então que pensei: “E se
convidasse outras pessoas, que partilham o mesmo gosto por viajar, para relatar
a sua Volta ao Mundo? Se calhar os
meus 5.75 leitores também vão gostar de ler outras experiências.”
Assim sendo, o Lobo na Porta tem
a honra e o prazer de vos anunciar a nova rúbrica: “Travel Report – A Crónica do
Convidado”.
Aguardem, porque vão haver novidades fresquinhas :)
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
Passatempo – “Zippy Festa Mágica em Paris”
Gostava de levar a família a
Paris, mas o %$#”%&/% do Coelho cortou-lhe o subsídio de férias? O que sobra
no final do mês só permite que as crianças vejam o Mickey no “Disney Channel”?
Não se preocupe, o Lobo é amigo e ajuda-o a resolver o problema. A Zippy está a
comemorar os seus 10 anos com a oferta de viagens a Paris para a família
inteira. O prémio inclui, não só os bilhetes de avião, mas, também, alojamento
no “Hotel Disney”, para dois adultos e duas crianças, durante três dias e duas
noites, no valor total de dois mil euros.
O Passatempo contempla a
atribuição de uma viagem por mês, e o que tem de fazer para se habilitar?
Simples, muito simples:
A) Fazer gosto na página do
Facebook da Zippy.
B) Efetuar compras numa loja “Zippy
Kidstore”, seleccionar os itens contemplados no regulamento , e somar o seu valor.
C) Preencher, no Facebook, os
campos do formulário com os seus dados pessoais correctos.
D) Inserir o código do talão de compra e
submeter a participação.
Termina a 31 de Janeiro de 2015,
por isso, muito boa sorte, e mandem cumprimentos meus ao Tio Patinhas :)
À Volta da India #1 – O Dia em que o Lobo decidiu que era um gajo rijo
“Não questiones o que vires,
nem tentes fazer nenhuma comparação com a China. E prepara-te, porque vais ter
que te comportar como um homem rijo”. [homem, oi?]
Foram estas as palavras do meu
irmão quando confirmei a minha viagem para a India. Há alguns meses a viver em
Bangalore, no Sul do país, sabia bem do que falava. Pobreza, miséria extrema,
esgoto a céu aberto, luxo imaginável, a magia e o encanto do Oriente. Para uns,
o destino de sonho, a viagem de uma vida. Para outros, um verdadeiro “Circo dos
Horrores” e um país a evitar.
Confesso que a minha decisão não
foi difícil, já que tinha alguém muito querido a viver lá, e estava a morrer de
saudades. Em relação ao destino em si, e apesar de o Lobo ser um grande fã da Ásia,
como, e muito bem, referiu a leitora Maria de Lurdes, existiam um sem fim de
países que queria visitar primeiro, nomeadamente, e na altura estava quase tudo
certo para ir, Moçambique e o Parque Nacional da Gorongosa.
Mas, infelizmente, não se pode
ter tudo, e acabei por optar pela India. À minha boa moda, só confirmei com
quatro semanas de antecedência, o que quer dizer que estava tudo por fazer:
definir o itinerário da viagem; marcar os voos; ir à consulta na medicina do
viajante; tratar do visto; mentalizar-me que podia morrer, e, com isso, tornar
o meu irmão num rico herdeiro [lol].
Chegar
a um consenso não foi fácil. Eu queria ir aos Himalaias e a Querala. Já o
“sangue do meu sangue” preferia Varanasi e Madhya Pradesh, onde fica o templo
do “Kama Sutra”. Como a viagem ia durar, apenas, três semanas, e escrevo
“apenas” porque a India é um país tão vasto que três meses não chegam para o
conhecer, optamos por ser práticos e não “andar às voltas”. Nova Dehli; Jaipur;
Fatephur Sikri; Agra; Varanasi; Mumbai e Goa, acabaram por ser os locais
escolhidos.
Questão
seguinte: marcar os bilhetes de avião. Como todos nós sabemos, em teoria,
quanto maior for a antecedência da marcação da viagem, mais barata fica. Na
altura, os voos para Nova Delhi custavam uma fortuna. O mais barato, na Swiss
Air, ficava em €840. “Pronto, já me lixaram, pensei. Lá vou ter que vender o
rim. Cambada de chulos. Mas eles pensam que eu sou quem? Filha do Onassis???”. Confesso
que não tive coragem de marcar logo. Fui adiando e acompanhando a evolução dos
preços. Três semanas antes da data da partida, quando estava já no dead, e a receber, constantemente,
mensagens como: “Então como é a nossa vida. Marcas ou não marcas?”, lá ganhei
vergonha na cara e comprei os bilhetes. [Vindo da pessoa que marcou viagem para a Indonésia com 9 dias
de antecedência, até foi um timing
porreiro, mas o Lobo é sempre mal compreendido].
Lisboa
– Munique – Nova Delhi, preço € 393. Perguntam vocês, meus caros 5.75 leitores,
como é que o Lobo fez o brilharete de poupar mais de metade no ticket do avião? Porque, sabe-se lá por
alma de quem, a Lufthansa fez uma mega promoção. Às vezes, o “deixa andar” é
como o crime: compensa.
Concluída a questão prioritária,
dei corda aos sapatinhos e fui tratar do visto. Passaporte, duas fotos tipo
passe, € 52, e, em quatro dias, ficou pronto. Só estava a faltar uma coisa: a “Medicina
do Viajante”.
O Lobo não é o maior fã do mundo
de agulhas e hospitais, mas, a contragosto [e depois de a mamã me
ter sarrazinado o juízo}, lá marquei consulta no Hospital de S.
Bernardo, em Setúbal. Já tinha ido quatro vezes à Asia sem nunca colocar os
saltos em tão ilustre local. Só que, desta vez, achei por bem não facilitar [e evitar a volta dentro de um saco
preto]. O médico era simpático, a enfermeira uma amiga de longa data, e
ambos deram-me uma lição muito importante. Para começar a conversa,
explicaram-me, por A+B, que ter ido à Ásia sem fazer a profilaxia da Malária,
foi uma idiotice quase tão grande como as “xuxas” [descaídas] da Bernardina. Por outro lado, os reforços do Tétano e da Hepatite B deveriam
ter sido feitos há 478458747845 triliões
de anos, o que era quase tão mau
como os modelitos da Sofia do
SS4. [Ahhh e o Lobo ainda vai
comentar a farpela que a criatura
usou para a festinha de aniversário da filha]. Além destas foram-me, igualmente,
administradas as vacinas da Hepatite A, Poliomielite, e Febre Tifóide.
Dias depois, haveria de agradecer
aos santinhos a ida a esta consulta.
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sábado, 12 de abril de 2014
DJ Wolf # 1 - Arctic Monkeys - Do I Wanna Know?
Está quase. Bom, muito bom. Adorei o último concerto, o ano passado, no Meco, que abriu ao som desta música. [E todos os outros que deram em Portugal também].
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