Aviso desde já, meus 5.75 leitores que o Lobo não é grande fã de pastéis de nata. Mas sei que é um importante símbolo da gastronomia do nosso país. Em Macau e na Expo Shangai achei-me no dever de comer um “Egg Tart”, só para não parecer mal. E, muito sinceramente, os chineses conseguem o brilharete de fazer uma versão pior do original, já que a receita oriental, não passa de uma base se massa folhada recheada com uma espécie de pum flan manhoso.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Pelos Sabores de Portugal – Pasteis de Belém.
Aviso desde já, meus 5.75 leitores que o Lobo não é grande fã de pastéis de nata. Mas sei que é um importante símbolo da gastronomia do nosso país. Em Macau e na Expo Shangai achei-me no dever de comer um “Egg Tart”, só para não parecer mal. E, muito sinceramente, os chineses conseguem o brilharete de fazer uma versão pior do original, já que a receita oriental, não passa de uma base se massa folhada recheada com uma espécie de pum flan manhoso.
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Wolf Gourmet
À Volta da India # 4 – Jaipur, a Cidade Cor-de-Rosa
Tal como havia relatado, a saída de
Deli foi horrível. Para começar, a intoxicação alimentar quase acabou com o
Lobo. A febre, os vómitos, os desmaios, fizeram com que achasse literalmente
que ia morrer. Por outro lado, tivemos um problema gravíssimo com os bilhetes
do comboio. Apesar de terem sido reservados com um mês de antecedência, oito
horas antes da partida ainda não tínhamos recebido a confirmação. Após
sucessivas idas à New Delhi Railway
Station, em que o senhor do guichet
[já
tinha dito que A-D-O-R-O esta palavra?]
não nos dava qualquer explicação e nos encaminhava para um Posto de Turismo que
se encontrava encerrado, o desespero apoderou-se de nós. Em primeiro lugar, não
tínhamos plano B. Ir de táxi ou de autocarro estava fora de questão porque as
estradas indianas são horríveis, e o avião era caríssimo. Sem saber o que
fazer, perguntamos ao recepcionista do nosso Hostel
[o
tal que queria chamar o curandeiro para me salvar], se, por amor a Ganesh, nos poderia ajudar. Assim que
descobriu que o meu irmão vivia em Bangalore, criou-se uma afinidade entre os
dois que o levou a fazer um telefonema, e pufff. Fez-se, não o Chocapic,
mas três fantásticos e espetaculares bilhetes de comboio. (Nota: Para quem está
de mala aviada para a India, muita atenção aos transportes. Não se esqueçam
que, a esse nível, o país funciona mal, e, o melhor, é reservarem bilhetes na
quota para estrangeiros, que são mais fiáveis).
A viagem de comboio durou cerca de 6 horas
e foi feita em 3ª classe. As camas [vulgo tábuas] eram razoáveis, e, por oito
euros, também não se podia pedir mais. Ao nosso lado viajou um simpático casal
sénior que quis saber tudo sobre a nossa vida, e que ficou muito intrigado por
o meu irmão ainda não me ter arranjado marido. [LOL]
Quem viu a novela da Globo: “O Caminho
das Índias”, seguramente está lembrado de Jaipur, a cidade Cor-de-Rosa, e a maior do Rajastão. Confesso que não estava no auge
da moral e da forma física para a apreciar convenientemente. Contudo, não deixei
que a febre levasse a melhor. O nosso HOTEL, sim, escrevo HOTEL em plenas
teclas porque, em toda a viagem, foi o único digno desse nome, o Sunder Palace era
realmente maravilhoso, apesar do preço um pouco elevado para standards indianos: cerca de 15 euros por
noite.
Ainda não tínhamos pousado as malas, e
já os condutores de Rickshaw, o
célebre transporte indiano, gritavam à nossa volta, com ofertas de City Tours. O meu irmão, rapaz
pragmático e habituado a estas andanças, lá conseguiu negociar uma visita de
quatro horas por 600 rupias (cerca de nove euros). O Nosso condutor, de seu
nome Nana, tinha 75 anos e cabelo vermelho, pintado com hena, segundo o próprio para atrair as moças novas. Outro pormenor
curioso era o facto de não parar de mascar folhas de Paan misturadas com tabaco, o que lhe deixava os dentes, ou o que
sobrava deles, completamente vermelhos. Como prova da sua competência,
mostrou-nos fotos suas com turistas do mundo inteiro, bem como as mensagens de
agradecimento, demonstrando que o negócio do
Rickshaw também tem os seus segredos de marketing.
Nana
Como dispúnhamos de apenas de um dia útil
para visitar Jaipur, tivemos, com grande pena nossa, de abdicar do famoso Templo dos Macacos. A primeira paragem foi feita
no Jaigarh Fort, uma construção
do século XVIII absolutamente notável, com uma vista belíssima, onde o Nana nos
contou a história de um Imperador que caçava animais naquelas montanhas e, por
isso, foi amaldiçoado por um homem Santo, tendo morrido em agonia, após
chacinar todas as esposas. Ao nosso ar pouco crédulo, garantiu-nos que a lenda
era verdadeira porque lhe havia sido transmitida pelo avô, e que nos éramos uns
afortunados porque não estava escrita nos guias turísticos e só ele a poderia
contar. Mais um golpe do Rickshaw – Marketeer.
Jaigarh Fort
Em seguida, dirigimo-nos ao Amer Fort, onde nos
cruzamos com dezenas e elefantes e camelos, destinado ao transporte dos
turistas. Optamos por caminhar, já que não simpatizamos com a forma como,
aparentemente, tratam os animais. [E muito pessoalmente, já tinha andado de elefante em
Bali e confesso que tenho algum receio].
Verdadeira pérola do Rajastão, foi construído entre os séculos XI a XVIII,
consistindo numa espécie de Medina Islâmica fortificada. A subida, acompanhada
por música muçulmana, e pelo cheiro da comida vendida nas ruas,
transporta-nos para um verdadeiro cenário das “Mil e Uma Noites”.
Encantadores
de cobras; vacas pintadas; pedintes, pessoas com balanças para nos pesarmos [Oi? WTF??] e vendedores de roupas e outras bugigangas, abundam
pelas ruas. O interior é absolutamente fantástico, com jardins lindíssimos e fontes de água, que tornaram a visita absolutamente inesquecível. Durante o percurso, fomos abordados por vários indianos que nos pediram para tirar fotos, o que nos fez sentir uma espécie de estrelas de Bolywood [ou curiosidades de circo]. A maior parte das atenções foi dirigida à nossa amiga polaca I., a qual, segundo nos contaram, é parecida com uma artista americana muito conhecida na Índia.
Pedinte, com a sua vaca sagrada
Outro ponto
que não podemos perder foi o Jal Mahal,
cuja tradução literal quer dizer “Palácio na Água”. Construído no meio do Lago
Man Sagar, data do século XVIII, e a sua beleza vai muito para além as
palavras. A calma, a paz e a tranquilidade que nos transmite, transformam-no na
mais bela pérola do Rajastão. E para entenderem o vos quero transmitir têm
MESMO que o visitar e tirar as vossas próprias conclusões.
Pedinte, com a sua vaca sagrada
Entrada na Cidadela
Interior do Amer Fort
Os fantásticos jardins
Ganesh
Jal Mahal, de cortar a respiração
A visita à Cidade
Cor-de-rosa, passou, igualmente, pelo City Palace, onde estão expostos alguns dos maiores tesouros da cidade, e pelo famoso Hawa Mahal, ou "Palácio do Vento", verdadeiro símbolo da região, e por uma tinturaria tradicional indiana,
onde comprei um Sari de cerimónia,
vermelho e dourado. Infelizmente, o Lobo combalido não conseguiu degustar as fantásticas iguarias gastronómicas do Rajastão, as quais, segundo os meus queridos companheiros de viagem, eram fantásticas. [Sorte para a avozinha do Capuchinho].
Palácio do Vento
City Palace
City Palace
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quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
À Volta da India # 2 - Crónicas de Nova Delhi
“Se alguém quiser verificar se tem realmente espírito de viajante, é pela Índia que deve começar”
(João Paulo Peixoto, primeiro português a visitar os 193
países reconhecidos pela ONU).
Antes de partir para a Índia,
escrevi este post no meu saudoso blog: "À Volta do Mundo", em que fazia uma
previsão do que ia encontrar. Curiosamente, bateu tudo certo. E acertei num
pormenor muito importante: “foi a melhor e a pior viagem de sempre, o que fez
com que se tornasse inesquecível”.
Tal como havia referido, começamos
por Nova Deli. Aterrar à uma da manhã, sozinha com a S., e ter um indiano, com
aspeto [muuiiito]
duvidoso à nossa espera, não foi a cena mais fixe deste mundo. Mas tivemos que
confiar. O meu irmão vinha de Bangalore e só ia chegar no dia seguinte. Por
isso, que remédio tivemos nós se não entrar na carrinha do “Fintas” e seguir para o
Hostel, na zona velha da cidade.
Deli é uma cidade esmagadora. Com
cerca de 11 milhões de habitantes, e apesar de ser a capital da Índia, é um dos
locais mais conservadores do país, em que o lixo, as vacas [sagradas, e não, não vou fazer nenhuma piada com o tema], os sem-abrigo,
o esgoto a céu aberto, as estradas de lama, e o trânsito caótico, fazem com
que, num, primeiro embate, o incauto turista se sinta tentado a fugir e apanhar
o primeiro voo para um local civilizado. Existem alguns cuidados básicos a ter,
já que cerca de 70% dos ocidentais adoecem no Norte da Índia. Evitar água da
torneira, bebidas com gelo, comida de rua e alimentos crus, é essencial para
quem quiser sobreviver. Por outro lado, e especialmente no que toca às
mulheres, a história das violações, não é tanga. As agressões sexuais são
relativamente comuns, por isso a roupa que se usa é um aspecto muito importante
a ter em conta. Não me perguntem como nem porquê, mas os Indianos ficam loucos
com ombros à mostra. Elas podem mostrar o decote e a banha da barriga, agora os
ombros é que não pode ser. Eu, a conselho [e imposição] do meu irmão, deixei as minhas “farpelas”
ocidentais em casa, e comprei quase tudo lá. Calças à “Aladino”, túnicas largas
e t-shirts à “tronga”, foram os meus melhores amigos durante três semanas, a
ponto de os assumir como normais, o que é verdadeiramente assustador.
O nosso alojamento era razoável,
apesar de não ser o sítio mais limpo do mundo. Felizmente levei um saco-cama de
Verão, que comprei no Amazon, já que dormir naqueles lençóis estava
COMPLETAMENTE fora de questão. Desde o primeiro momento que acertámos que a
viagem seria low cust, pelo que, por
quatro euros e meio por noite, até nem ficámos mal servidos.
Ao nível dos pontos de interesse,
a cidade é absolutamente fantástica, encontrando-se pejada de Monumentos classificados
como “Património Mundial da UNESCO”. Uma vez que o tempo não chegava para tudo,
tivemos que fazer opções, e este foi o nosso Périplo: “Conhecer Nova Deli em
três dias”:
- Monumentos classificados pela UNESCO: Red Fort (ou Forte Vermelho), construído no século XVII, é um exemplo
icónico da arquitectura indiana, sendo apelidado como “maravilha superior às prometidas no paraíso”; Qutb Minar, o minarete de
tijolo mais alto do mundo, e o Humayn´s Tomb, mausoléu
construído no século XVI, cuja beleza e perfeição nos transportam para os
contos das “Mil e Uma Noites”.
- Monumentos emblemáticos: Jama Masjid, a grande Mesquita da cidade, edificada no século XVII, e a
maior de todo o país. Recomendo a visita feita ao pôr-do-sol, para assistir à última
oração do dia e à impressionante multidão de crentes, vestidos de branco, que a
invadem; Lotus Temple, local absolutamente fantástico, em que a
beleza arquitectónica se alia à tolerância religiosa, já que foi feito para os
devotos de “todas as religiões do mundo”, e, por último, o Índia Gate,
memorial oferecido pela Inglaterra como agradecimento pela prestação dos soldados
indianos na I Guerra Mundial.
- A parte islâmica da cidade, com
o seu grande mercado, que vale mesmo a pena visitar, já que a cultura muçulmana
se acaba por fundir com a hindu, o que lhe confere uma particularidade única.
- Além dos locais turísticos,
optamos por visitar mercados que não vêm nos guias e que nos permitiram
contactar com a “Índia Real”, que os filmes de Bollywood não mostram. Talvez, por isso, tenhamos optado por ficar
na zona velha, que, apesar do lixo, da miséria humana, [que, inconscientemente, acabamos por aceitar como “normal”,
por mais cruel que isto vos pareça], e do trânsito caótico, é, ao mesmo
tempo, mais real e genuína.
Se nos conseguirmos abstrair do
choque inicial, Nova Deli acaba por se tornar numa cidade encantadora, com um
cheiro muito característico a arroz e especiarias, em que os habitantes são
afáveis e simpáticos, apesar de nos estarem sempre a tentar “chumbar” umas rupias. Aqui experimentei um dos melhores restaurantes onde já comi na vida:
o Karim´s. De cunho muçulmano, é considerado
o melhor restaurante não vegetariano da cidade e um dos melhores da Ásia.
A visita a Deli teria corrido
sobre rodas, se o Lobo Mau [e
espertalhão] não tivesse achado que estava tudo muito bom, mas que iria
ficar óptimo se tomasse um brunch com
ovos estrelados [gema a cair
sobre as torradas, incluída]. Em minha defesa tenho a dizer que o local
em questão tinha um “catrapázio” gigante na entrada a dizer “Recommended by Lonely Planet [esse guia bíblico do viajante],
pelo que achei que não deveria haver problema. Raciocínio errado, muito errado.
Devo dizer que comecei a vomitar compulsivamente, ao ponto de quase desmaiar
dentro do metro de Deli, e de, no Hostel, o recepcionista querer chamar o “médico”
[aka curandeiro], o qual obviamente dispensei. Preferi optar por tomar o antibiótico [que o santo médico da Medicina do Viajante me havia receitado], e que teimava em não fazer efeito. Após o segundo dia, o
périplo por Deli foi feito a duras penas e a toque do soro em pó. Já que não
conseguia comer nada sólido e o calor e a humidade eram insuportáveis. Quando partimos para Jaipur, recordo-me de estar
na estação de comboios, que é absolutamente inarrável, com centenas de pessoas
a dormir na rua, e crianças a deambular na linha férrea, sob risco de morrerem
esmagadas, e de dizer ao meu irmão: “A viagem acabou aqui. Vou morrer e nunca
mais vou ver a mãe”.
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Travel Report # 1 - A Crónica da Guilhim sobre a viagem em "Terras de Sua Majestade"
É com uma enorme alegria que o Lobo vê a sua grande amiga Guilhim, do Blog Ver(de)Agua, inaugurar esta nova rúbrica. Muito obrigada, estou cheia de saudades.
«O Lobo, companheiro de
viagem vai para oito anos, desafiou-me para falar de um destino. Tarefa
difícil. Felizmente as viagens que faço são quase todas óptimas experiências.
Não tendo tantos carimbos na caderneta quantos o Lobo, tenho a sorte de já ter
espreitado uma meia dúzia de cantinhos da nossa ervilha azul. A questão passa a
ser como escolher. Locais distantes e exóticos ou destinos banais mas com
história... Decidi-me pelas segundas. Nos últimos anos poderia escolher entre
Barcelona – a primeira viagem a dois -, Londres e Escócia – como a viagem mais
low budget de todos os tempos -, ou Holanda – a primeira viagem a três. Como é
no meio que está a virtude decidi-me pela visita ao País de Sua Majestade.
Ponto prévio: as nossas
viagens põem o “low” no “cost”! Basicamente, não temos um chavo, mas gostamos
de viajar. Poupamos o que conseguimos; os presentes de natal de aniversário são
convertidos em bilhetes de avião e estadias; viajamos na época baixa (e à conta
disso rapamos um frio descomunal). No que falta, puxamos pela imaginação e
pelas connections (onde houver um sofá disposto a nos acolher nós aceitamos).
Comemos no supermercado, andamos a pé que nos fartamos e não damos suvenires a
ninguém! Na viagem a Londres-Glasgow-Edinburgo-Arran Island levamos a coisa ao
extremo. Mas vamos lá dar o pontapé de saída à coisa.
Ora, em 2012 era
imperativo sair para ir arejar ideias! Defendi a tese de doutoramento logo no
início do ano e pouco depois disso perdemos o nosso Bogas. Estava tudo mais ou
menos caótico, portanto. A escolha do destino inicial – Londres – estava feita
por defeito porque a minha irmã estava a viver por lá mas resolvemos dar uma
incrementada na experiência. Olhamos para o mapa e resolvemos que queríamos
espreitar a Escócia. Normalmente, só nas vésperas de abalarmos é que compramos
o guia do destino (da American Express) e vamos durante a viagem a olhar para
ele para fazermos termos uma ideia do que queremos fazer. Assim, no que
respeita a Londres no essencial tínhamos a rota definida e sempre na lógia do
gastar pouco o que em Londres é fácil. Há um sem fim de bons museus (nós
gostamos de museus e em particular de arte) que são gratuitos e há passes de
metro e autocarro combinados (oysters) que saem muito em conta. Vai daí e
dividimos a cidade e visitamos o que queríamos em 2-3 dias:
- Hyde Park: dá
para relaxar enquanto se atravessa grande parte da cidade e é lógico, não se
paga nada;
- Portobello e
Notting Hill: é o turistame acamado mas dá para lavar as vistas com coisas
giras;
- St. Paul’s
Cathedral: uma das melhores vistas de Londres! Dá para sentir o peso da
história e sair com a sensação de que se aprendeu alguma coisa. Paga-se mas é
pouco;
- Tate Modern:
FUNDAMENTAL! É uma galeria fantástica mesmo para quem não é artista (que é o
meu caso) e para os artistas serve de recreio (o caso do meu homem). Passa-se
lá um dia inteiro e por isso é preciso ter cuidado para não desperdiçar horas
que estejam contadas. Cereja no topo do bolo: para visitar as exposições
permanente não se paga;
- National Portrait
Gallery: ali mesmo ao pé de Trafalgar Square. É giro e grátis;
- Piccadilly
Circus: muita gente e muito movimento;
- London Tower;
London Bridge; Globe Theater; Houses of Parliment; Big Ben...: vimos tudo de
fora, ora porque se pagava ou porque estavam filas épicas de gente.
- Ainda fomos à
City, andámos um bom bocado em Southbank no Queens walk e claro demos aos
mercadinhos vintage que se encontram...
Possivelmente falta alguma
coisa...
Para além dos cromos da
caderneta sabíamos que ainda queríamos comer um bom fish ‘n chips e uma pint n
um pub. O único almoço que não fizemos a partir das prateleiras do Sainsbury ou
de um Tesco foi num pub. Cada um de nós aproveitou para pedir uma especialidade
inglesa e viemos de lá de barriguinha cheia. Numa das noites em que lá
estivemos jogava o Benfica contra o Chelsea. Como a casa da minha irmã ficava a
meia dúzia de metros do Stamford Bridge apercebemo-nos de toda a emoção e
movimentação típica dos adeptos ingleses e ainda passamos pela experiência de
sermos barrados em todos os sport pubs de Chelsea por sermos Benfica fans... Lá
descobrimos um que, por não ser um pub desportivo, nos deixou ficar e beber
umas bejecas.
Depois destes dias fomos
de comboio rumo a norte para vermos alguma coisa da Escócia. A viagem por si só
já é parte da experiência. Durante as 4 ou 5 horas são hectares de verde,
ovelhas, casas rústicas e mais o que se possa imaginar. O nosso destino era Glasgow. Porquê Glasgow? Porque para além de central, de ter uma boa rede de transportes
é menos turística e por isso, mais barata no que diz respeito ao alojamento. A
cidade em si tem pouco que ver – o cemitério medieval, a galeria de arte
moderna, a catedral, o canal e pouco mais – e não é especialmente bonita mas,
ainda assim, dá um bom dia de visita. O grau da nossa pelintrisse revelou-se no
dia da nossa chegada... Não tínhamos uma faca para prepararmos as refeições que
fazíamos com o que comprávamos no supermercado, por isso resolvemos ir a uma Pizza
express (uma espécie de telepizza no requinte e qualidade) para pedirmos a
pizza mais barata que houvesse e roubarmos a faca para os dias seguintes. O
cúmulo foi ter-me esquecido de deixá-la algures e tê-la comigo no check point
do aeroporto...»
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Travel Report – A Crónica do Convidado.
Tal como já tiveram oportunidade
de reparar, o Vosso amigo Lobo tem um fascínio [obsessão] por viagens e um gosto enorme por
relata-las. No entanto, não existem duas viagens iguais. A nossa experiência de
vida, a nossa sensibilidade, e, até, o nosso estado de espírito, influenciam
cada momento, cada vivência, cada recordação.
Foi então que pensei: “E se
convidasse outras pessoas, que partilham o mesmo gosto por viajar, para relatar
a sua Volta ao Mundo? Se calhar os
meus 5.75 leitores também vão gostar de ler outras experiências.”
Assim sendo, o Lobo na Porta tem
a honra e o prazer de vos anunciar a nova rúbrica: “Travel Report – A Crónica do
Convidado”.
Aguardem, porque vão haver novidades fresquinhas :)
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
Passatempo – “Zippy Festa Mágica em Paris”
Gostava de levar a família a
Paris, mas o %$#”%&/% do Coelho cortou-lhe o subsídio de férias? O que sobra
no final do mês só permite que as crianças vejam o Mickey no “Disney Channel”?
Não se preocupe, o Lobo é amigo e ajuda-o a resolver o problema. A Zippy está a
comemorar os seus 10 anos com a oferta de viagens a Paris para a família
inteira. O prémio inclui, não só os bilhetes de avião, mas, também, alojamento
no “Hotel Disney”, para dois adultos e duas crianças, durante três dias e duas
noites, no valor total de dois mil euros.
O Passatempo contempla a
atribuição de uma viagem por mês, e o que tem de fazer para se habilitar?
Simples, muito simples:
A) Fazer gosto na página do
Facebook da Zippy.
B) Efetuar compras numa loja “Zippy
Kidstore”, seleccionar os itens contemplados no regulamento , e somar o seu valor.
C) Preencher, no Facebook, os
campos do formulário com os seus dados pessoais correctos.
D) Inserir o código do talão de compra e
submeter a participação.
Termina a 31 de Janeiro de 2015,
por isso, muito boa sorte, e mandem cumprimentos meus ao Tio Patinhas :)
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