quarta-feira, 26 de março de 2014

Ryanair – A saga dos bilhetes em duplicado

Quando descobri que a porra da reserva dos bilhetes para as próximas férias tinha sido feita em duplicado, nem queria acreditar. A coisa deu-se porque, quando estávamos a fazer a marcação, o “gingarelho”, a que pomposamente se costuma chamar Ipad, encravou. E tivemos que repetir a operação. Pelo menos, foi o que [ingenuamente] achámos. À traidor e à má fila, tínhamo-nos acabado de tornar os felizes proprietários de DOIS bilhetes de ida, DOIS bilhetes de volta, DOIS lugares no estacionamento do aeroporto, e obviamente, tudo descontado DUAS vezes do plafom do cartão. Espetacular. Mais valia termos marcado uma semaninha no Rio com alojamento na suite do Copacabana Palace (brincadeirinha).

“Já foste”, pensei. Com estas companhias low cost não há reembolso. E quanto a tentar vender os bilhetes, além de ser difícil, não compensa, porque a mudança de nome custa tanto ou mais do que um bilhete novo. “Pensa, pensa, pensa. Pensa e rápido. Não te podes dar ao luxo de ficar sem o dinheiro”. A tentar manter um ar calmo e de quem sabia [perfeitamente] o que estava a fazer, segui os passos do link, onde supostamente poderia anular uma das reservas. Outro pensamento ingénuo. Na Ryanair os reembolsos só podem ser tratados online por três motivos: voo cancelado; voo com um atraso mínimo de três horas, e para receber umas taxas do governo (sinceramente, não entendi quais).

Para a anulação de reservas foi criado um maravilhoso call center (sedeado algures no Bangladesh ou nas ilhas Caimão), cujo horário de funcionamento é semelhante ao da nossa função pública. Que é como quem diz: a partir das 18.00 = Chapéu, não há nada para ninguém. Encerrado, Closed. E quem quiser que se vá queixar ao Totta. Para compor o ramalhete, os funcionários não falam bem inglês, e entendem ainda menos. Pensei: “Ok, isto vai de bom a melhor. A guita ardeu, o budget da viagem foi desta para melhor, e o mais certo é teres que dizer adeus ao hotel paradisíaco que demoras-te dias a descobrir. Se tivesses ido a uma agência de viagens tinhas feito melhor figura. Mas gostas de tudo baratinho, poupadinho."

Ahhhhhhhh. Com a ajuda da C., e após uma manhã inteira de saga em vários atos, a ligar de número em número, lá apanhei uma senhora que falava razoavelmente inglês e resolveu a questão. Como nem tudo é perfeito, anularam a reserva mais barata e vão devolver o dinheiro no espaço de sete dias uteis. Eu estou como São Tomé: “Ver para Crer”. 

terça-feira, 25 de março de 2014

Afinal....

.... ainda tinha 11 kilos para perder. E a fazer-nos acreditar que era a última bolacha do pacote. Fingida.


Piropos fantásticos e espetaculares #1

Enquadramento: Sexta-feira à noite, desalapanço massivo do sofá, pelas 01:15h, rumo à capital para uma suposta festa de arromba. Chegados ao local, verificámos que a efeméride estava realmente a bombar. Lamentavelmente, apenas para as 2.75 amigas do DJ. Bom, o Lobo está a ser injusto, porque a D.ª Clotilde do 5º Esquerdo, sentada numa mesa com as senhoras da quermesse, também estava a curtir. Pena ter bazado logo, a missa é às 09.00h, e a idade não perdoa.

Banhada, pura banhada. Nem queria acreditar que tinha abandonado o sofázinho quentinho, para entrar naquele número. “Ok, não vamos perder a viagem, siga para o plano B”. Disconight da cena lisboeta, portas à porta [A-D-O-R-O este trocadilho], com a sempre genial e espetacular pergunta: “Tem nome na Guest?”. Por que raio haveria a minha pessoa de ter nome na guest list de um plano B? Ou é suposto passar a semana a inscrever-me em T-O-D-A-S as festas de Lisboa, para, depois, decidir se me apetece levantar o real traseiro de casa? “Se não tem nome na Guest, são dez euros por pessoa”. Bem, siga, pior que a outra não há-de ser.

Ingénua, muito ingénua. Não cheguei a perceber se tínhamos acabado de entrar no baile de finalistas do secundário, em que os jovens colegiais se fizeram acompanhar pelos irmãos mais velhos, com os respetivos engates, ou se era a festa secreta lá da empresa, em que era suposto levar o/a amante. Anyway, já não arriscámos o plano C. Não fôssemos cair na Party da quermesse lá da paróquia, com as amigas mais arrojadas da D.ª Clotilde. E, pior: sem nome na guest.  

Estava, tranquilamente, a curtir o som do DJ, retardado de carteirinha e separado à nascença do Becas da Rua Sésamo. Ahhh, e que animava o público levantado e sacudindo [Oi? Sacudindo? WTF] os braços, quando sinto uma mão na cintura. Olho, e era uma mocita com ar franzino e simpático, que me diz: “Olá, tudo bem?”. Pensei de imediato: “Quem será esta pessoa? Será do mergulho? Será uma amiga da 4.ª classe que não vejo há mil anos? Pensa rápido, ela tem ar de quem te conhece, para aí desde os nove anos. E tu fazes esse ar de quem nunca a viu mais saloia? Naaa, faz um esforço. Consegues melhor que isso”. Felizmente, a jovem lá quebrou o mistério: “Você não me conhece. [Ufff, pronto, confirmava-se, não a conhecia. Menos Mal]. Mas é a miúda mais gira e com mais pinta da discoteca. Aqui o meu amigo está doido consigo e quer mesmo muito conhecê-la”.

Tentei, sem grande sucesso, disfarçar o ar incrédulo. Ao lado da mocita estava um rapazinho mais vermelho que um pimentão. Envergonhadíssimo, a tentar disfarçar a atrapalhação. Só me apeteceu dizer-lhe: “Então és tu, meu canalha, que mandas a amiga fazer o trabalho sujo por ti. Se fosse um exame à próstata, também a ias mandar dar o traseiro ao manifesto”? Mas como o Lobo até é um ser educado, apenas respondi: “Já estou acompanhada”. Contendo um: “e não quero conhecer ninguém porque odeio pessoas. Agora, se fores tu sozinha, fica que eu pago-te um copo. Deves ser mesmo uma grande amiga desse aspirante a Dom Juan de meia tigela”.

E foi entre risos que terminou uma espetacular noite de sexta-feira. A culpa deste episódio, além da amplamente reconhecida elegância do Lobo [qual Gisele Bundchen] foi das leggins brutais que estreei nessa noite, e que me foram oferecidas. Escusam de rodar Zaras e afins, que estas vieram de um local secreto que só os Chosen One conhecem. E não posso dizer onde fica, porque minha família está a ser ameaçada.  

segunda-feira, 24 de março de 2014

domingo, 23 de março de 2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

My life in a Moment #1


Sesimbra, a Piscoza

Só o Lobo é que reparou...

… na figura que a querida Iva Lamarão faz, todos os dias, na SIC, para a malta ligar o  760 100 coiso? Eu até entendo [olha o Lobo benemérito e compreensivo] que o pessoal tem que pagar as contas no final do mês, mas ele há coisas perfeitamente dispensáveis. Já a vi fazer de “Menina da Vindima”; de “Senhora do Roupão”; de “Detective Com Ar Maroto”. 

Agora, de “Gabriela, Cravo e Canela”, a mastigar “Sinhô Nassibi”???? Oh, meu Deus, não será um pouquinho demais?