quinta-feira, 13 de março de 2014

Carnaval

Aqui na “Piscoza Sizimbra” o Carnaval é Rei. Gerações e gerações de “pexitos” (quem é como quem diz, os naturais cá do burgo) contribuíram ativamente para a criação de um dos mais importantes e emblemáticos Carnavais do país. Cortejos alegóricos; a maior concentração de palhaços do mundo, e, claro, os bailes noturnos, que acontecem durante cinco dias consecutivos, são pontos incontornáveis do programa das festas. Obviamente que este gosto começa quase no berço. Primeiro são os pais que nos mascaram, e, a partir da adolescência, iniciamos as saídas em grupo com os amigos. Normalmente existe um tema, os fatos são todos iguais e impecavelmente elaborados por uma costureira. Com o aparecimento das lojas do chinês, a coisa desvirtuou-se um pouco, mas ainda há quem dedique meses aos trajes de Carnaval.

Após anos de saídas em grupo, este ano, no Sábado, decidi ir mascarada a solo, tendo repetido o fato de “Noiva cadáver”, do Tim Burton, que usei há dois anos. Na segunda-feira, noite em que 99% da população sesimbrense se veste de palhaço, fui de “Evil Clown”.

O fato foi muito barato para o sucesso que obteve. Ficou em cerca de 20 euros, já com a pintura, tendo sido um mix de peças reutilizadas com uma saia e gola feitas em tule, muito simples de executar. E notem que eu percebo zero de costura. Basta cortar o tecido em pequenas tiras (com cerca de 30 cm), ata-las a uma fita de seda (cortada à medida da cintura e do pescoço), e, voilá, ficam com uma saia e uma gola perfeitas. Para melhorar o efeito,também se podem sobrepor duas saias, como fiz neste caso. Por baixo a preta, e, por cima, uma mais pequena em tons de vermelho.





Pintura: € 8,00
Luvas: Loja do Chinês (€ 2,50)
Foice: Loja do Chinês (€3,00)
Corpete preto em pele: Calzedónia (€40,00, comprado há largos meses nos saldos, mas podem usar um baratinho do chinês)
Saias e Gola: (€7,00 em tule e fita de seda)
Mini Cartola:  Loja do Chinês (€1,50)

Depois, é só calçar umas meias em rede preta e umas botas tipo tropa, and it´s done. Também podem dar um toque “Evil” com pulseiras de picos e cinto de corrente. Vão ver que vai ser uma noite em grande.


quarta-feira, 12 de março de 2014

O Ginásio e a falsa Promessa.


Há cerca de dois anos fiz uma promessa, que, na altura, tencionava (mais ou menos) cumprir: prometi que ia para o ginásio ficar com o corpo da Deborah Secco (olhando em retrospectiva, não sei se ria, se chore). Em troca, receberia de presente o retoque final (na mesa do cirurgião plástico. E quem nunca pensou em pecar que atire a primeira pedra). As semanas foram passando, os meses foram dando o ar da sua graça, e inscrição que é bom: zero, nickles, batatoides, bola. Passou o Verão, prometi que em Setembro é que era. Os dias ficaram pequenos, pôs-se o Inverno, as Andorinhas voltaram, e este corpinho continuava mais longe da passadeira rolante que o Sporting das competições europeias. Os únicos exercícios a que me conseguia dedicar eram, muito raramente, o mergulho e as caminhadas com o Caeser. Porque o Lobo até pode ser preguiçoso, mas o Caeser, ou a “coisinha mais linda de todas as coisinhas”, não tem culpa disso.

Este meu “adiamento”, corria na perfeição (e sem peso na consciência), até ao dia em que, no meio de uma conhecida loja de bricolage, um grito dilacerante de choque perfurou os meus tímpanos: “Eu vi, Eu vi. Estás a ficar com celulite. Não digas que não, eu vi no reflexo das leggings”. E pensei para com os meus botões: este comentário deve ser para a senhora do lado, que coisa desagradável. Mas o queixume acusatório não se calava, e pior, subia de tom, o qual também me soava familiar: “Não disfarces, eu já te tinha dito para te inscreveres no ginásio, já viste como estás a ficar? E da Deborah Secco já te esqueces-te?”. Ahhhhhh, pensei, é mesmo comigo, e agora? Raios partam a Deborah Secco. Alguém me empresta um casaco para esconder o traseiro? Eu não posso ir a lado nenhum nesta triste figura.

No caminho até casa, fui assaltada pelo medo, o pânico e o horror. Então depois de meses a levar com este tempo da treta, a sonhar com calções, mini saias e havaianas, descubro que a gravidade me está a dar facadas no peito pelas costas, à traidor e à má fila. Que coisa feia. Eu já lhe conto uma história. Com que então achava mesmo que ia fazer o meu rabo parecer as trincheiras da I Guerra Mundial? Ou que as minhas pernas iam ter mais buracos que o caso BPN? AH, Ah, Ahhhhhhhh. Não sabes com quem te metes-te. Eu jamais vou admitir uma coisa destas. E foi a ruminar estes pensamento que cheguei a casa. Em passo de corrida, fui, de imediato, confirmar o inevitável em frente ao espelho: e, ufffff, afinal não era tão mau como pensava. Obviamente que a idade não perdoa, e que, aqui ou ali, existe um pequeno apontamento que merece ser revisto, mas é isso e NADA MAIS. Ouviram seus corvos da desgraça???  Just in case, estive a informar-me e vou iniciar um tratamentozinho com Trimgel Slim 3D. Além de eliminar a celulite, consiste, também, num poderoso adelgaçante. O preço é como o melhoral “não faz bem nem faz mal”: cerca de € 39 uma embalagem de 250 ml. Sei que existem 1030 opções no mercado, e todas prometem uma transfiguração, quase imediata, na Giselle Bundchen, mas o facto de ter sido um mega sucesso nos states e de a minha amiga S. ter obtido resultados mais do que comprovados, ditaram esta opção.

Sou péssima com cremes e tratamentos, mas desta vez prometo ser disciplinada e, logo que chegue, vou aplica-lo de acordo com as indicações. Por isso, meus caros, daqui a umas semanas falamos, e, se resultar, vou lançar o movimento no facebook: “Lobo a Capa da FHM”. Gisele, treme. Deborah: Aqui vou eu. 


segunda-feira, 3 de março de 2014

Ryanair – A saga dos bilhetes em duplicado

Quando descobri que a porra da reserva dos bilhetes para as próximas férias tinha sido feita em duplicado, nem queria acreditar. A coisa deu-se porque, quando estávamos a fazer a marcação, o “gingarelho”, a que pomposamente se costuma chamar Ipad, encravou. O que nos obrigou a repetir a operação. Pelo menos, foi o que [ingenuamente] achámos. À traidor e à má fila, tínhamos-nos acabado de tornar os felizes proprietários de DOIS bilhetes de ida, DOIS bilhetes de volta, DOIS lugares no estacionamento do aeroporto, e obviamente, tudo descontado DUAS vezes do plafom do cartão. Espetacular. Mais valia termos marcado uma semaninha no Rio com alojamento na suite do Copacabana Palace (brincadeirinha).

“Já foste”, pensei. Com estas companhias low cost não há reembolso. E quanto a tentar vender os bilhetes, além de ser difícil, não compensa, porque a mudança de nome custa tanto ou mais do que um bilhete novo. “Pensa, pensa, pensa. Pensa e rápido. Não te podes dar ao luxo de ficar sem o dinheiro”. A tentar manter um ar calmo e de quem sabia [perfeitamente] o que estava a fazer, segui os passos do link, onde supostamente poderia anular uma das reservas. Outro pensamento ingénuo. Na Ryanair os reembolsos só podem ser tratados online por três motivos: voo cancelado; voo com um atraso mínimo de três horas, e para receber umas taxas do governo (sinceramente, não entendi quais).

Para a anulação de reservas foi criado um maravilhoso call center (sedeado algures no Bangladesh ou nas ilhas Caimão), cujo horário de funcionamento é semelhante ao da nossa função pública. Que é como quem diz: a partir das 18.00 =Chapéu, não há nada para ninguém. Encerrado, Closed. E quem quiser que se vá queixar ao Totta. Para compor o ramalhete, os funcionários não falam bem inglês, e entendem ainda menos. “Ok, isto vai de bom a melhor. A guita ardeu, o budget da viagem foi desta para melhor, e o mais certo é teres que dizer adeus ao hotel paradisíaco que demoras-te dias a descobrir. Se tivesses ido a uma agência de viagens, tinhas feito melhor figura. Mas gostas de tudo baratinho, poupadinho”.


Ahhhhhhhh. Com a ajuda da C., e após uma manhã inteira de saga em vários atos, a ligar de número em número, lá apanhei uma senhora que falava razoavelmente inglês e resolveu a questão. Como nem tudo é perfeito, anularam a reserva mais barata e vão devolver o dinheiro no espaço de sete dias uteis. Eu estou como São Tomé: “Ver para Crer”. 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Caro Sr. Primeiro Ministro:

.... Seria Porreiríssimo se V.ª Ex.ª tivesse comprado, em quantidades apropriadas, a porra da Vacina da Gripe, de forma a que esta fique acessível a TODA a população portuguesa.

Assim pouparia certamente uns largos milhares de euros ao Serviço Nacional de Saúde, e não teria roubado 4 dias de férias ao Lobo, o qual, desde Sábado, está que nem pode, completamente arrumado.

Atenciosamente:

O Lobo Na Porta.