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quinta-feira, 10 de março de 2016

Clinic Bar em Singapura: O Bar onde os clientes são pacientes, "curados" com injecções de Vodka

Imagem Daqui

Um dos aspectos que mais gosto nas viagens, é a surpresa escondida em cada esquina. Quando achamos que já vimos de tudo nesta vida, encontramos sempre algo que nos deixa totalmente perplexos. Foi o que me aconteceu durante a viagem a Singapura . Em Clarke Quay, a zona dos bares e dos restaurantes reserva um dos spots mais intrigantes onde já estive na minha vida: O Clinic Bar.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Descrição detalhada do "Melhor de Marrocos em quinze dias, num roteiro low cust":

(Foto: Wolf at The Door)

Tal como prometido, meus 5.75 leitores, aqui fica a descrição detalhada do "Melhor de Marrocos em quinze dias, num roteiro low cust":

Dia 1- Chegada ao aeroporto de Rabat, onde levámos a primeira banhada: O táxi para o centro da cidade, que deveria fazer um trajeto de dez quilómetros, custava trinta euros, não negociáveis.

terça-feira, 8 de março de 2016

Dez Coisas que Deve saber sobre Marrocos

(Foto: Wolf at The Door, e sim, aquela de lenço vermelho sou eu)


1. A moeda oficial é o Dirham marroquino e a cotação em relação ao euro é de €0,092. Ou seja, um euro equivale, sensivelmentes a onze Dirhams e sai mais barato levantá-los no multibanco do que trocar nas lojas de câmbio, porque as taxas são elevadas.

O melhor de Marrocos em quinze dias, num roteiro low cust

Estão a pensar visitar Marrocos? Estiveram a olhar para os preços das agências de viagens e acham que os valores são um assalto à mão armada? E se o #lobo vos disser que é possível viajar neste magnífico país durante duas semanas, e gastar, somente, mil euros, com dormida no Sahara, comida, alojamento, compras, bilhetes de avião, e uma tour privada com guia e jipe durante cinco destes dias? É sim, ora abram bem esses olhos:

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Marrocos com o #lobo: Casablanca, onde o Ocidente encontra África

(Foto: Wolf at The Door)

Depois do lançamento, em 1942, do famoso filme de Michael Curtiz, “Casablanca”, [que não vi, mas dizem que é de fazer chorar as pedras da calçada], já todos ponderámos visitar a mais famosa, e ocidentalizada, cidade do Norte de África. E o #lobo não é excepção. Tal como vos tinha dito, meus 5.75 leitores, as nossas duas semanas em Marrocos foram preparadas com a ajuda do Lonely Planet, que nos indicou que era por Casablanca que deveríamos iniciar o nosso roteiro. E foi mesmo isso que fizemos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Dormir no Sahara: Uma experiência mágica e inesquecível

(Foto: Wolf at The Door)

Apenas sabe disto quem me segue no Instagram, mas, no passado mês de Dezembro, passei duas maravilhosas semanas em Marrocos. Após uma curta estadia em Marraquexe no ano de 2014, fiquei com vontade de descobrir este país que considero absolutamente fascinante. Como tínhamos tempo, optamos por aceitar a sugestão do Lonely Planet e fazer o “best off” de Marrocos em quinze dias, [mas este será o tema de um próximo post]. Apenas vos posso dizer que, ao fazermos o plano da viagem, não pudemos deixar de concretizar um sonho antigo: dormir no deserto do Sahara.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Crónicas de Viagem: O Dia em que o Lobo visitou Auschwitz e Birkenau

Tinha prometido que a próxima crónica de viagem do blog seria sobre Pequim. Mas hoje comemoram-se 70 anos da libertação dos campos de concentração de Auschwitz e Birkenau. E como me poderia esquecer da viagem que fiz, com o meu irmão, ao Leste da Europa e que nos levou ao palco do maior extermínio em massa da Humanidade. Não vos vou mentir. A visita a Auschwitz não é fácil. Mas é necessária para compreender o que realmente aconteceu na II Guerra, e para que a memória não se perca. Se, ao inicio, estava numa de fazer as habituais piadas desagradáveis, como [perante um amontado de sapatos tirados aos judeus]: "Foi aqui que Judas perdeu as botas", passados quinze minutos passou-me logo a vontade. A culpa foi da guia polaca que nos acompanhou, que fez o favor de tornar aquela hora e meia numa espécie de "jogo psicológico". Ao descobrir que o nosso grupo tinha um alemão decidiu carregar e contar os detalhes sórdidos. TODOS. Ao fim de quarenta minutos gritei ao ouvido do meu irmão: "Diz a esta grande c*bra para parar com isto ou juro que me vou embora". Estava quase a desmaiar. Pela primeira vez na vida, perdi as forças e senti-me desfalecer. A energia negra de Auschwitz estava a dar conta de mim. Afinal, julga-se que ali tenham morrido  mais de três milhões de pessoas, entre judeus, ciganos, polacos, russos, espanhóis, gregos... Ninguém sabe ao certo os números, mas a tragédia foi grande. Por dia chegavam de comboio mais de 12 mil pessoas, recebidas por uma espécie de orquestra, uma verdadeira gentileza sórdida dos nossos amigos Nazis. Em seguida, era-lhes dito que iam tomar banho e acabavam por morrer, asfixiadas por gás para  piolhos, nas câmaras. O fumo dos fornos que incineravam os corpos via-se a 40 km de distância. Toda a gente sabia o que lá se passava. À medida que seguimos o percurso da visita, é impossível não sentir o sofrimento e o medo daquelas pessoas. Até porque as salas estão forradas com os rostos dos "prisioneiros", com a respectiva data de entrada e de "saída" do campo. Foram poucos os que se salvaram. Alguns resistiram dois ou três anos mas morreram pouco antes do dia da libertação. Quando os aliados chegaram haviam mulheres a pesar 27 kg na enfermaria. O terror. E a amiga polaca fez questão de contar TUDO ao pormenor. A grande vaca. Também fiquei a saber nomes de ilustres que bateram as botas no local, como a Anne Frank, que morreu de tifo em Birkenau.  Para além disso, é exactamente como nos filmes: os cabelos, as malas, os sapatos, as estrelas de David que assinalavam quem era judeu, estão mesmo em exposição. Também é possível aceder aos fornos, às câmaras de gás e às "camaratas", qual verdadeiro cenário da "Lista de Schindler" ou da "Vida é Bela". Depois desta visita, a minha visão sobre a II Guerra e a História Contemporânea da Europa mudou totalmente. Ficou-me na alma e no coração. Não quero voltar, mas nunca mais me esqueço que lá estive. Vejam as fotos e julguem por vós. 


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Um Lobo em Singapura - A "Nova Iorque" da Ásia

A saída de Macau não foi fácil. A "Cidade dos Sonhos" tocou-me a alma, e confesso que, se me tivessem permitido, teria lá passado o resto das férias. Mas os bilhetes para Singapura estavam comprados, e não havia nada a fazer. As dúvidas  passaram no momento em que aterrei naquela que pode ser considerada uma verdadeira "Nova Iorque" da Ásia. O verde luxuriante, recortado por alguns dos arranha-céus mais emblemáticos do mundo, é uma visão absolutamente surpreendente, que alia a magia do Oriente à modernidade do Ocidente. "Fantástico", pensei. "Ainda bem que não me armei em menino. Agora, vais mostrar-me o que tens de melhor". E, de facto, Singapura não me desiludiu. Localizada num dos extremos da Malásia, literalmente em frente à Indonésia, foi nomeada, pelo Lonely Planet, o melhor local do mundo para visitar em 2015. De entre os highlights que conheci, gostei especialmente de "Chinatown"; "Little India", e "Arab Quarteer", quarteirões onde é possível mergulhar nas três principais culturas que compõe o país. Comer um "Pato à Pequim", visitar o templo "Sri Mariamman", ou passar pela "Maskid Sultan Mosque", perto do nascer do sol, são experiências obrigatórias para qualquer "viajante", digno desse nome. No entanto, este é, também, o destino ideal para quem procura uma experiência "citadina". Orchard Road é um verdadeiro paraíso para os amantes de compras "à séria". Chanel, Louis Vuitton ou YVL, são algumas das lojas que podemos encontrar nesta Avenida, repleta de mega shoppings. Nunca tinha visto nada assim. Os chinocas são super consumistas. E também adoram sair à noite. A zona de Clarke Key tem alguns dos melhores bares e restaurantes onde já estive. Experimentar gambas fritas com Nestum Mel [sim, leram bem. É magnífico], o caranguejo no "Jumbo", a marisqueira mais famosa da cidade, e tomar um copo no "Clinic", o estabelecimento nocturna que recria, literalmente, um hospital [cadeira de rodas e bisturis incluídos], são experiências imperdíveis. A viagem terminou com uma visita à Santosa, ilha artificial inspirada em "Miami", onde não faltam coqueiros e areia branca, só que, com uma pequena diferença: fica de frente para uma refinaria indonésia, com petroleiros e chaminés em chamas. Espetacular. É, também,  aqui que se situam os famosos estúdios da "Universal", que tentei visitar, mas os bilhetes estavam esgotados. [Há dias de sorte]. Para compensar, optámos por um "Night Safari" no "Singapore Zoo", no qual só alinhei porque, supostamente, os animais viviam sem jaulas [só se esqueceram de referir as cercas eléctricas]. Seja como for, adorei Singapura. É uma espécie de "bolha de contemporaneidade" no coração da Ásia tradicional, onde a ordem, a limpeza e a monumentalidade imperam, cativando-nos de uma forma absolutamente mágica, que nos obriga a querer voltar.   

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

2015: O Drama das Viagens e das Férias


Chegou o momento de marcar as férias e tenho o corpo “aos puxões” para viajar. A vontade é tão forte que, quando penso nisso, até sinto suores frios. E não estou a falar de visitas a capitais europeias. Na, na, ni, na, no. O que eu quero mesmo [não é tangerina – graçola só para quem vê o “Sai de Baixo”] é pegar na mala, voar para o outro lado do mundo, e ficar um mês inteirinho longe da realidade. Só eu, a máquina fotográfica, e o Portátil, para vos ir fazendo o report, porque o #lobo já não vive sem vocês, amados 5.75 leitores. No entanto, existem três questões: Adorava ir a Cabo Verde mergulhar com os amigos de sempre; O budget é reduzido; e não sei se estou preparada para viajar sozinha. Não é que a companhia me faça muita falta, até porque com um Lonely Planet na mão vou até ao fim do mundo, mas, existem tantos imprevistos que podem acontecer, que este não me parece ser um move muito prudente. Ainda não tenho um destino em mente, mas quero voltar à Índia, nomeadamente a Caxemira, conhecer o Nepal e, quem sabe, o Tibete. Só que, para viajar nos moldes em que sonhei, tirando o meu irmão [que tem a vida dele], não estou a ver muitas pessoas aptas a acompanhar-me. Os indicies de conforto vão ser mínimos e a probabilidade de algo correr mal é elevada. E há que ter em conta que a Índia não é o país mais seguro do mundo para uma mulher sozinha. As violações são uma realidade que não pode ser ignorada, pelo que é melhor jogar pelo seguro e não fazer parvoíces. Se optar por este caminho, talvez esboce um esquema mais light, já que tenho amigas a viver em Goa e em Mumbai. Por outro lado, sinto umas saudades terríveis de mergulhar em águas quentes, sobretudo com tubarões. Só quem é adepto deste desporto é que entende verdadeiramente o que escrevo. A sensação de estar em mar aberto, rodeado de vida é uma experiência única. Talvez [quase] a melhor de todas. Para terem uma ideia, a maior descarga de Adrenalina de toda a minha vida foi sentida nas Maldivas com um Whale Shark de 18 metros. Ao ponto de ter surfado agarrada ao rabo de bicho. Um episódio para nunca mais esquecer [que me podia ter custado a vida, mas que tenciono repetir]. Enfim, isto para vos dizer que as férias estão por marcar e tenho que fazer opções, só que não consigoooo. Quem me dera ter tempo e dinheiro para fazer tudo. [Já lá vai o tempo] Ahhhhhhh. Lobo sofre. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Um Lobo na China – Macau, a “Sin City” do Oriente

Sei que já me tinham cobrado uma crónica de viagem, mas confesso que tenho estado pouco inspirada e que me custa, em certa medida, lembrar de alguns momentos vividos no Oriente, porque sei que não se vão repetir tão cedo. Mas como não quero entrar no novo ano com lamechices, siga a marinha.

Após uns dias inesquecíveis em Hong Kong, rumei a Macau de Jetfoil, o barco que faz a ligação entre as duas cidades, numa viagem de cerca de cinquenta minutos. A entrada na antiga colónia portuguesa é imponente. À beira-mar, casinos e hotéis, como o Sands ou o Jai Alai, impressionam qualquer visitante. O frenesim da cidade sente-se à distância, abrindo-nos o apetite para mergulhar no território com mais vício, por Km², do Oriente. No terminal, um rosto [literalmente] familiar esperava por mim: o meu irmão, que, na época, vivia na China. “Podes fazer tudo. Mas mesmo tudo, à exceção de uma coisa: dívidas de jogo. Ou corres o risco de te suicidares dentro de uma arca congeladora”. Aviso recebido, pensei. Eu que nem sou grande fã de jogos de “sorte e azar”. Prefiro a estratégia. A estadia em Macau foi inesquecível. A junção perfeita entre o encanto do Oriente, a herança portuguesa, e a imponência dos casinos, confere-lhe um encanto único. Esta é a cidade que nunca dorme. Oferece alegria e animação 24 horas por dia. É um sítio para viver, para sentir, e não para visitar. E tem tanto para oferecer que o tempo não chega. Fiquei realmente impressionada com a grandiosidade do “Venitian”, o maior Casino do mundo, gémeo do congénere de Las Vegas. Tem literalmente Veneza no seu interior, com gôndolas e a praça de S. Marcos. Se nos abstrairmos dos milhares de chinocas histéricos para estoirar patacas nas slots, até parece que estamos em Itália. Nem sequer faltam as lojas caras. A prostituição declarada foi outro dos apontamentos que me surpreendeu. Existe em todo o lado, e não é, de todo, algo que me choque. Mas nunca tinha estado num sítio onde fosse tão socialmente aceite. No “Lisboa”, o casino mais antigo de Macau, fundado por Stanley Ho, existem prostitutas a circular 24 horas por dia, no meio das famílias que chinesas que vão almoçar Dim Sum. É curioso. Outro dado interessante é que Portugal está em todo o lado. Nos nomes das ruas, nas repartições públicas, na arquitetura, na gastronomia, na língua. É fantástico. Em todo o lado há uma boa alma a falar português, disposta a ajudar um pobre Lobo desorientado com um mapa em cantonês. Comer um pastel de nata e caminhar na calçada do “Leal Senado”, foi uma experiência única. Pensar que poderia estar a fazer o mesmo em Belém, mas, na realidade, estava no outro lado do mundo. É sinal que um dia já fomos grandes e que espalhámos a nossa herança cultural pelo mundo. Estas influências estão, também, na gastronomia. Tive o privilégio de provar o famoso Minchi, prato tradicional feito à base de carne picada, batatas fritas, arroz e ovo estrelado, pelas mãos da famosa nonagenária Aida Jesus. De referir que em Macau os restaurantes são tão baratos que, na verdade, não compensa cozinhar em casa. Recomendo vivamente o três estrelas Michelin do Casino “Grand Lisboa” que, apesar de exigir reserva, é super acessível. Este é um destino de sonho, daqueles que considero que se deve visitar, pelo menos, uma vez na vida. No entanto, existem alguns aspetos a ter em conta: nunca dizer coisas como “os cabr*es dos chineses” em voz alta, porque há sempre um que percebe e podem levar na tromba [como aconteceu ao outro]. Tenham cuidado com o que pedem nas discotecas e nos bares: por exemplo, um vodka limão é exatamente isso: um copo de vodka com um limão espremido lá dentro. Podem imaginar o que [me] aconteceu a seguir. Ia morrendo.  Mas a língua tem destes problemas. 

Esta foi uma viagem inesquecível, que, infelizmente durou pouco. Os voos para Singapura já estavam marcados e ficou muito por ver. Macau encantou-me como nenhuma outra cidade me havia encantado antes. Fiquei hipnotizada pela magia do Oriente. Tanto que, passados três meses, estaria de volta.