quinta-feira, 9 de abril de 2015

Crónica do Dia em que eu e o Caeser ganhámos Cem anos de vida

Perdoem-me meus 5.75 leitores, mas não tenho conseguido escrever ou pensar em posts para o blog. A espera pelos resultados da biopsia ao tumor do meu Caeser acabou comigo.
Foram dias de verdadeira angústia, mas, felizmente, ontem recebi o bendito telefonema com o veredito final: não era maligno. Suspirei de alívio, e tive a mesma sensação de felicidade que senti no dia em que o fui buscar, ainda cachorrinho. Num minuto, vi, em retrospetiva, alguns dos nossos momentos mais inesquecíveis: a noite em que me partiu o pé durante um passeio; a ida de urgência para o veterinário porque bebeu um litro de óleo de fritar rissóis; as vergonhas que me fez passar durante as aulas de “Obediência Básica” [e não posso reclamar muito porque atingiu o objetivo: a obediência continuou básica, básica, básica, e ainda fomos expulsos por mau comportamento]. Foi como se a nossa vida tivesse recomeçado de novo, e não quero desperdiçar esta oportunidade. Logo que o Caeser esteja totalmente recuperado, vamos voltar à praia e fazer o que ele mais gosta na vida: brincar com o frisbee. Não vou mentir, ainda está muito combalido. A costura tem mais de 20 cm e a cirurgia foi super intrusiva, mas, aos poucos, a coisa vai lá. Já abana o rabo, já pede “coisinhas”, já brinca com os cães dos vizinhos. Enfim, já voltou a ser o mesmo de sempre. O meu coração jubila de felicidade, já que, sem a minha “coisinha mais linda de todas as coisinhas”, nada me parece fazer sentido. 

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