quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"Sobre cães e gatos" – A reação [relativamente] indignada do Lobo ao artigo de Ricardo Araujo Pereira

Ao ler a crónica de hoje, na Revista Visão, de Ricardo Araujo Pereira, sobre "cães e gatos", fiquei com a sensação de que o RAP, apesar de ser bom rapaz, e dizer que é o feliz dono de quatro canídeos e um miau, tem pouco contacto com eles. Ou não afirmaria, com tanta certeza, que os cães “são um bocadinho porcos e razoavelmente burros”, e os gatos até “sabem qualquer coisa”. De facto reconheço-lhe alguma razão no que toca aos felinos: são efetivamente bichos que nos ignoram com uma certa elegância, sabem manter as devidas distâncias, e comportam-se como se NÓS fossemos inquilinos que vivem de favor na sua casa. Agora os cães?? Chama-los de “porcos, burros e estúpidos”???? Naaaa. Longe disso. Tendo por termo de comparação Julian Caeser, a “coisinha mais linda de todas as coisinhas”, não posso esta em maior desacordo. O meu Cissi não é só um cão bonito com ar de “ursinho carinhoso”. Consegue, também, ser inteligente, interesseiro, e faz tudo o que está ao seu alcance para “encher a barriguinha”. De estúpido e burro não tem nada. Aliás, o Caeser não tem amigos. O Caeser tem interesses. E só faz amigos que possam servir os seus interesses. Tem uma memória de elefante e não se esquece de nada nem de ninguém. Há anos que cultiva os mesmos amores e os mesmos ódios de estimação. É um animal possuidor de uma inteligência extrema. Sempre que faz uma asneira [coisa rara] vai sozinho, de castigo, para a casa de banho. Nem é preciso ralhar com ele. Basta olhar. Entende tudo o que lhe dizemos. Só lhe falta mesmo falar. Quanto a ser porco, também é outra coisa que não assiste ao meu Ci. Quando vai à rua odeia sujar-se com lama ou chuva. Não bebe água se a taça tiver pelos e só dorme com a caminha arrumada e as almofadas esticadas. Se estou, neste momento, a exagerar um pouco, e a humanizar o meu cão? Obviamente. Mas alguém tem que limpar a honra da família. O Caeser é muito mais que o “tonto alegre” descrito pelo Ricardo Araújo Pereira. Aliás, só quem não conhece a verdadeira essência do universo canino é que pode dizer uma coisa destas. Mas pode ser que, com o tempo, o RAP mude de opinião. E, nesse momento, vai passar a desfrutar, em pleno, da alegria de ter um companheiro de quatro patas na sua vida.


3 comentários :

  1. Ao contrário de si, que escreve um texto egocêntrico e pressupôe que quem não tem um cão com as características do seu é porque não o conhece bem, o RAP quiz fazer uma apreciação generalista caricaturando as diferenças entre cães e gatos à luz do comportamento humano, e não falar-nos especificamente do que tem ou deixa de ter lá em casa, até porque se há coisa que ele preza é a sua privacidade. Portanto não, ele não quiz ofender o seu cãozinho maravilhoso, aliás, caso não tenha ainda reparado, o mundo não gira à sua volta...

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  2. Concordo com o Paulo. Ir escrever uma review negativa a uma crónica de humor no blog pessoal roça o patético. É óbvio que certas pessoas têm muito pouca exposição ao humor e como funciona, tendo sempre o livrinho de "do's" e "don'ts" consigo para ver se o que foi dito entre numa coluna ou noutra.

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  3. Os gatos vão dominar o mundo,é um facto.

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